HitPiece
Crédito: reprodução

A plataforma de vendas HitPiece está sendo acusada de vender músicas como NFTs sem o consentimento dos artistas ou o licenciamento devido para tal ação.

Segundo o LinkedIn, a empresa fundada pelo executivo Rory Felton junto com Michael Berrin (que já foi conhecido como o rapper MC Serch) permite que pessoas “possuam um som, construam sua playlist única e se juntem a uma comunidade de artistas”.

Entretanto, conforme informou a Consequence, a plataforma estaria retirando canções dos serviços de streaming e as vendendo ilegalmente como NFT. A prática ilícita inclui músicas de videogames, da Disney e muitas outras.

Devido à proporção que o caso vem tomando, diversos compositores vieram a público para manifestar seu descontentamento com a HitPiece. Muitos, aliás, só souberam da existência da plataforma após o assunto se espalhar pelas redes sociais.

Grant Kirkhope, compositor indicado ao BAFTA pelos games World of Warcraft: Shadowlands, Banjo-Kazooie e Donkey Kong, escreveu:

Só para você saber, uma das faixas que você está vendendo em que eu apareci é de propriedade da Blizzard, que agora é de propriedade da Microsoft… boa sorte com isso.

Já David Wise, também compositor de Donkey Kong, disse:

Por favor, espalhe a mensagem de que a HitPiece está tentando vender ativos digitais que eles simplesmente não podem possuir legalmente. Não há organização legal com autoridade para autenticar essas transações e nenhum contrato existente entre compositores, artistas ou editores.

Complicado!

HitPiece foi pressionada a se manifestar

Diante da repercussão negativa, a HitPiece foi ao Twitter nesta terça-feira (1) e postou um comunicado, dizendo:

Os artistas são pagos quando os produtos digitais são vendidos no HitPiece. Como todos os produtos beta, continuamos a ouvir todos os comentários dos usuários e estamos comprometidos em evoluir o produto para atender às necessidades dos artistas, gravadoras e fãs.

A Consequence diz que procurou os fundadores da HitPiece para dar mais detalhes sobre o tema, porém, não houve retorno. Até o fechamento desta reportagem, o site da empresa continua fora do ar com uma mensagem que diz: “nós começamos a conversa e estamos ouvindo”.

Confira a seguir algumas reações ao caso!

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