Jason Newsted e James Hetfield

Cerca de 30 anos depois do dia em que James Hetfield sofreu um trágico acidente pirotécnico durante um show do Metallica, Jason Newsted relembrou o efeito que a situação causou na banda.

O baixista que integrou o lendário grupo durante 15 anos teve uma longa conversa com Steffan Chirazi, editor do So What! e, além de refletir sobre o 30º aniversário do Black Album, compartilhou alguns detalhes sobre o show de Montreal realizado em 8 de Agosto de 1992, quando Hetfield se queimou durante a performance de “Fade to Black”. Ao começar a falar sobre o assunto, ele declarou (via Noisecreep):

Aquele acidente nos uniu em um lugar que eu acho que nunca teria acontecido a menos que um incidente como esse [tivesse acontecido]… James foi fodidamente heroico, cara. Direto e reto, ele foi heroico. Você sabe como uma pequena queimadura de bule dói? Esse [acidente] foi com o braço inteiro dele.

Em seguida, Newsted apontou que ele, Lars Ulrich e Kirk Hammett entraram “em nossa própria bolha” para apoiar a recuperação do vocalista:

É realmente um momento que de alguma forma salvou e reabasteceu nossa banda. Ficamos perturbados, Kirk e eu estávamos malucos. Lars não estava nem no camarim [depois que aconteceu]. Ele só tinha uma toalha sobre a cabeça. Kirk e eu estávamos tentando ficar de pé. Estávamos imaginando, imaginando, imaginando.

Quatro horas depois do acidente, Tony Smith, gerente da turnê do Metallica na época, voltou do hospital para tranquilizar os outros integrantes da banda e disse que o músico iria ficar bem e que ele era “durão pra caralho”. Newsted contou:

A única coisa que ele queria saber era quando voltaríamos a tocar. Nós nem sabíamos se conseguiríamos tocar novamente com ele. Sim, ele estava tomando morfina e qualquer outra merda, mas ele ainda era ele! Seu bom senso, sua dureza, que insistia que voltássemos para as pessoas agora mesmo.

Metallica e o incentivo de James Hetfield

Jason Newsted fez questão de destacar que a postura de James Hetfield após o acidente foi fundamental para que o grupo acreditasse que seria possível voltar a tocar. Ele contou:

Nós nos juntamos seguindo o exemplo dele, apoiando-o, através do amor fraterno. Absoluto amor fraterno. Era mais importante que ele estivesse bem do que qualquer outra coisa, mas ele dizia: ‘Vamos, porra’. Não havia essa de ‘pobre de mim’. Por causa disso – porque nosso líder mostrou esse tipo de fogo – ficamos mais do que felizes em apoiá-lo como nunca antes… Eu sabia que teria que me esforçar e fazer mais algumas coisas. Todos nós sabíamos disso e entramos de cabeça nisso.

O baixista também comentou como foi ver Hetfield cantar sem guitarra enquanto ainda estava se recuperando e destacou que, no dia em que pôde tocar novamente, o frontman realizou um retorno triunfante. Ele disse:

Foi incrível quando ele voltou na guitarra. Ninguém consegue tocar assim. Não há ninguém que faça a coisa da palhetada pra baixo.

Você pode conferir as três primeiras partes da entrevista ao So What! nos vídeos abaixo.

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