Casa de shows sem público
Foto de casa de shows via Shutterstock

Definitivamente a pandemia do Coronavírus pegou em cheio a indústria do entretenimento ao vivo.

Com algumas das classes mais impactadas pela COVID-19, promotores de shows, artistas, empresários, bartenders e mais tiveram que parar assim que o mundo foi acertado em cheio pelo vírus e agora veem o retorno repleto de obstáculos.

A variante Ômicron, altamente transmissível, fez com que shows fossem cancelados e/ou adiados, mas mesmo em regiões onde há controle e redução dos casos de COVID, existe a preocupação a respeito das pessoas que têm comprado ingresso mas não estão indo às apresentações.

Taxas de “no show” chegam a 50% nos EUA

Como aponta o site Digital Music News, há casas de shows onde a média de “abstenção” tem sido de 50%, ou metade daqueles que compraram ingressos.

Para se ter uma ideia, esse valor não costumava passar dos 5% antes da pandemia, e quem falou a respeito foi Raeanne Presley, representante da Associação Nacional de Casas de Shows Independentes nos Estados Unidos.

Mostrando preocupação, Presley afirmou:

Hoje a montanha russa da pandemia continua.

Tradicionalmente, cerca de cinco porcento dos compradores de ingressos não vão aos shows. Mas agora, com a confiança do consumidor em baixa, há taxas nacionais de não-comparecimento tão altas quanto 50 porcento.

Isso é devastador porque a maioria das nossas casas de shows dependem das vendas dentro dos eventos para pagar as contas. Agora ainda temos que lidar com custos maiores por causa da inflação. Só no último mês eu recebi avisos de aumentos de preços dos nossos coletores de lixo até os nossos fornecedores, passando pelo serviço de limpeza.

E como vários outros negócios, enfrentamos o duro desafio de encontrar trabalhadores em um ambiente competitivo. Trabalho remoto não é uma opção para o nosso negócio.

É sempre importante destacar que as casas de shows, do independente ao mainstream, têm boa parte dos seus ganhos através do consumo de bar, por exemplo. Não é incomum que os ingressos apenas paguem os custos básicos de uma apresentação enquanto a venda de bebida, comida e outros produtos e serviços representem todo o lucro de um organizador de eventos.

Com metade do público indo até esses locais, o negócio se torna deficitário e, infelizmente, deficitário.

No seu depoimento, Presley deixou bem claro que um dos principais pontos para além da pandemia é recuperar a confiança do consumidor e isso tem sido bastante difícil com a instabilidade do mercado de show por causa de novas variantes, decisões sanitárias e mais.

Desejamos que a situação seja estabilizada o quanto antes e que, com muito cuidado e responsabilidade, através da vacinação e do uso de máscaras, tenhamos novamente um cenário prolífico para shows de bandas e artistas no Brasil e lá fora.

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