Zack De La Rocha com o Rage Against The Machine em 2007
Foto: Wikimedia Commons
 

Nos últimos dias, o sistema judiciário dos EUA tem sido bastante questionado por conta da decisão que inocentou Kyle Rittenhouse, homem que empunhou uma arma durante as manifestações do movimento Black Lives Matter em Kenosha, Wisconsin, e deixou duas vítimas fatais com seus disparos.

No sábado (20), falamos por aqui sobre uma manifestação do guitarrista Tom Morello à situação, pedindo para que as pessoas “não lamentem” o ocorrido, mas “se organizem” em protestos para encontrar formas de melhorar o sistema. Para ele, os tribunais cumpriram com sua verdadeira função: “proteger e fortalecer a supremacia branca”.

Agora, a banda de Tom deu ainda mais voz à indignação com o acontecido. Em comunicado oficial postado no Instagram, o Rage Against the Machine elaborou esse pensamento e fez diversos questionamentos ao “mito” da justiça no país norte-americano, explicando como tudo justifica a violência cometida por pessoas brancas:

O que define a inocência [nos Estados Unidos da] América? Tamir Rice foi executado pela polícia por brincar com um brinquedo. Ninguém foi indiciado. Ahmaud Arbery estava correndo na rua e foi assassinado em plena luz do dia.

Kyle Rittenhouse se armou e matou pessoas que estavam lutando pela justiça racial. Ele alegou defesa pessoal. Essa é a lógica do colonizador do mito fundador [dos Estados Unidos da] América: a branquitude deve se colocar como vítima para justificar sua violência contra aqueles que resistem à sua opressão. Bem-vindos à ‘Land of the Free, Home of the Brave’.

O último trecho, claro, é uma referência ao hino dos EUA — que se traduz para algo como “terra dos livres e lar dos valentes” e é muitas vezes utilizado para simbolizar os valores que (teoricamente) são fundamentais no país.

Confira a publicação abaixo ou clicando aqui.

Rage Against the Machine fala sobre caso de Kyle Rittenhouse