Crédito: Samuel Alves
 

O cantor e compositor brasiliense Rodrigo Saminêz, conhecido artisticamente como O Cientista Perdido, lançou nas plataformas digitais o EP Corpo no Infinito.

O compacto apresenta cinco faixas e é um compilado de registros em estágios diferentes do mesmo processo. Flutuando entre a sonoridade do indie, lo-fi, rock alternativo e synthpop, o trabalho chega acompanhado do clipe de “Silêncio Adulto”.

“‘Corpo no Infinito’ é sobre contemplar e fugir do fim do mundo ao mesmo tempo. É sobre juntar o maior número de pessoas possível pra criar um refúgio do mundo lá de fora, mesmo que estejamos o tempo todo olhando fixamente pra ele. É sobre autoproteção, mas também sobre proteção coletiva, sobre uma nudez emocional que ainda nos constrange, mas que cresce, cura e enriquece. No fim das contas, é sobre trazer pra perto o que nos faz bem e reinterpretar, nem que por 20 minutinhos, o apocalipse que acontece dentro e fora da gente,” resume Rodrigo.

Anteriormente, o músico havia divulgado o clipe da canção “Loop”. O vídeo, produzido pelo próprio artista sob a direção de Samuel Alves, mostra Rodrigo em cenas gravadas em casa e também em um rio.

O compacto de estreia d’O Cientista Perdido sucede a compilação Mangata (2019).

Bloco [C]

Bloco C
foto: divulgação

A banda carioca Bloco [C] disponibilizou nas plataformas digitais através do selo Miragem Records o álbum de estreia Se Oriente. O lançamento chega junto com o lyric video feito para a faixa “Trevo das Margaridas”, que aproxima o samba da MPB.

Formado por Obino, Tiagão e Shock, o trio se uniu ao produtor musical Guilherme Gê e convidou diversos músicos da cena do Rio de Janeiro para as gravações do disco, incluindo os renomados Marcos Suzano, Cláudio Infante e Rodrigo Sha.

Anteriormente, o grupo, que carrega uma forte marca política, havia liberado os singles “Governador”, “Fundo de Quintal”, “Sonho Dourado” e “Verde e Amarelo”.

Biltre

Biltre
foto: Raquel Gandra

A banda Biltre lançou nas plataformas de streaming pelo selo Olga Music a faixa “Lá Fora”, que antecipa seu novo álbum previsto para sair ainda neste ano.

Formado por Arthur Ferreira, Dioclau Serrano, Vicente Coelho e Diogo Furieri, o quarteto se inspirou no episódio “San Junipero”, um dos mais populares da série de TV Black Mirror, para contar uma história de amor improvável.

“Escrevi ‘Lá Fora’ depois de assistir a um episódio da série Black Mirror, onde um amor inesperado acontece numa realidade simulada. Esse amor se passa em outros tempos e outras temporadas. O romance entre as personagens me tocou muito, fiquei extasiado, assistindo duas mulheres vivendo um amor incrível, dirigindo um carro antigo pela costa de alguma praia. Escrita durante a pandemia, a letra reflete um pouco esse desejo de amar, e viver grandes aventuras, de dirigir um carro sentindo vento no rosto, cantando uma música divertida. Num mundo onde o amor pode ser vivido sem vergonhas nem humilhações, sem governos autoritários e políticos preconceituosos. A esperança de deixar esse mundo careta e sem amor lá fora,” explica Arthur, autor da canção.

No currículo, o grupo já tem dois álbuns: Bananobikenologia (2013) e Nosso Amor Vai Dançar (2017).

Guilherme Simon

Guilherme Simon
foto: divulgação

O cantor e compositor catarinense Guilherme Simon, ex-integrante da banda Cavaleiros Marginais, liberou nas plataformas de streaming seu disco de estreia solo, Corrente.

O álbum apresenta 11 faixas e carrega influências da música brasileira e do indie folk, com estética inspirada nos anos 1960 e 70 e letras que respingam no cenário político do país e também da pandemia.

“É um álbum que fala sobre essa condição de impermanência, no sentido de que tudo na nossa vida é transitório e, de certo modo, está se movimentando em direção a algum lugar imprevisível. O disco trata da maneira como lidamos com esses movimentos, dos sentimentos que as distâncias criadas por eles nos provocam, das descobertas e belezas das mudanças, da transformação das coisas,” reflete Simon, que gravou o trabalho entre os meses de Abril e Maio deste ano.

“É um trabalho que se desenvolveu durante a pandemia, e que, por isso, inevitavelmente, também reflete um pouco esse momento difícil, com crises de saúde, sociais e políticas. Algumas músicas, inclusive, dialogam diretamente com essas questões,” completa ele, que estreou na carreira solo em 2016 com o EP Cabeça Limpa.

Lukin

Lukin
foto: divulgação

O duo Lukin, formado por Pedro (baixo e vocal) e Lucas (bateria), liberou nas plataformas digitais seu EP de estreia homônimo.

“São músicas que escrevi com 15 anos, e está sendo incrível ver a recepção das pessoas, nunca imaginei que alguém escutaria isso,” diz Pedro, que conhece o parceiro de dupla desde a infância.

Atualmente, os dois finalizam seu primeiro álbum, gravado totalmente em casa durante a pandemia e que tem lançamento agendado para 2022.