Luísa Sonza
Foto por João Viegas
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Não há dúvidas de que Luísa Sonza é uma das maiores artistas brasileiras da atualidade. A cantora, que celebrou o fim de seus 22 anos há pouco com o lançamento do aclamado disco DOCE 22, segue caminhando em sua carreira e acaba de divulgar “fugitivos :)”, sua ótima parceria com Jão.

Em entrevista exclusiva ao TMDQA! — que você confere na íntegra abaixo —, Luísa define a faixa como “jovem” e “inconsequente”, algo que segundo ela reflete o momento atual de sua vida.

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No papo, Sonza também nos levou por toda a jornada de criação de DOCE 22, incluindo suas inspirações no Rock e a sua estratégia para se tornar uma artista cada vez maior. Ainda voltada ao mercado nacional, a cantora não esconde que já tem planos ambiciosos para o futuro e ainda conta como a música lhe ajuda a lidar com tudo que ela recebe através da internet.

Confira tudo isso e muito mais lendo o papo na íntegra logo a seguir!

TMDQA! Entrevista Luísa Sonza

TMDQA!: Oi, Luísa! Primeiramente, que prazer estar falando com você sobre um disco tão especial. Achei o DOCE 22 um disco tão pessoal, não só no sentido das letras mas também da interpretação — você parece mais aberta do que nunca e talvez o melhor exemplo disso seja “penhasco.”, ainda mais nessa versão acústica mais recente. Como você chegou no ponto de se sentir confortável pra isso, tanto no ponto de vista da letra quanto de fazer uma interpretação tão crua?

Luísa Sonza: Eu acho que foi um processo acima de tudo interno, de trabalhar a minha segurança como pessoa e como artista — são coisas interligadas. Foi um processo muito pessoal meu, que me demandou muita coragem. Porque eu tenho vários episódios que a galera nem faz ideia em relação a como foi minha história com a música desde criança e como, no decorrer da minha vida, esses episódios [envolveram] descredibilizar o quanto eu era cantora ou não, o quanto eu era artista ou não. Ainda mais sendo mulher… o quanto me foi feito acreditar que eu não era capaz, eu não era suficiente, eu não era artista nem cantora o suficiente, nem capaz de fazer as coisas que na minha cabeça eu achava possível.

Só que eu acho que fui trabalhando na minha cabeça essa coisa de, “Mas, pô, eu to cantando bem no meu quarto. Não é possível”, sabe? E foi errando e mesmo assim quebrando a cara, foi errando muito, foi desafinando muito por uma questão interna de insegurança muito grande e de descredibilização da parte externa, das pessoas externas, não só desde a minha carreira artística que todo mundo conhece, do momento que as pessoas passaram a me acompanhar e me conhecer, como desde os sete anos, cantando na banda de casamento. Coisas aconteceram na minha vida que me fizeram duvidar do meu talento e me tornaram em vários momentos uma pessoa muito insegura musicalmente falando.

Tem isso. E tem também o meu processo natural, de crescimento como artista e de me encontrar como artista. Estudar muito a minha voz, a música em si — eu passei anos estudando e continuo estudando, continuo tendo dias bons e dias ruins, tendo dias inseguros e dias seguros, mas é esse processo que me fez chegar onde eu estou hoje artisticamente falando. E vai me fazer chegar onde eu quero chegar artisticamente falando, sabe?

Então, acho que é um processo natural e qualquer pessoa [pode ter] — como eu sou qualquer pessoa também. [risos]

TMDQA!: [risos] Isso que você falou de estudar muito foi algo que eu estava pensando também, porque esse disco vai em várias direções musicalmente falando. Eu até anotei aqui pra falar da “também não sei de nada”, que tem aquela coisa mais Blues que eu não esperava de você — foi uma surpresa muito legal. Como foi esse processo de brincar com vários gêneros, fazer coisas diferentes do que você estava acostumada a fazer?

Luísa: Na real, foi o contrário! A partir do momento que eu comecei a fazer Pop Funk eu estava saindo da minha zona de conforto, 100%. Eu vim totalmente do Rock, totalmente do Blues, totalmente da MPB, do Rock dos Anos 60, Rock dos Anos 80 brasileiro, vim de banda de casamento. Toda a minha referência musical é totalmente diferente da forma como eu iniciei minha carreira no Pop.

Porque eu fui estratégica no momento em que eu decidi me tornar uma cantora Pop, que faz uns três anos mais ou menos. Eu olhei pra minha estética, olhei o que era possível, juntei os pontinhos, aprendi o que eu precisava aprender, juntando com coisas que eu gostasse, óbvio, porque se não jamais — eu acredito que se você faz uma coisa que você não gosta, acho muito difícil que faça sucesso. Eu acredito que o visceral é o que vem, é o que toca; a música, a gente pode estar no mundo mais globalizado e mais artificial, a música toca em um lugar que é o lado espiritual do ser humano. É o sentimento puro. A música é a forma de expressão mais… é o sentimento. Música é sentimento pra mim. Então não tem como você fazer algo que você não goste. (04:30 +-)

Mas, voltando. Então, na verdade, eu saí um pouco desse meu universo, que era um universo muito mais… o estilo musical… não estilo musical, porque eu vim de banda de casamento, banda de baile.

TMDQA!: Que toca tudo, né.

Luísa: E cantei 10 anos em banda de baile! Então eu cantei absolutamente tudo. Eu cantei em velório, em supermercado, absolutamente tudo que exista na Terra eu já fiz e cantei, durante 10 anos! Mas o meu gosto artístico sempre predominou nesse lugar; o Blues é meu ritmo preferido, minha banda preferida são os Beatles, por exemplo. Só que saí um pouco dessa zona de conforto também pra encontrar que não necessariamente a coisa que você mais gosta, na pessoa física, é o que mais a sua pessoa jurídica se identifica.

E outra coisa: o cenário do Rock no Brasil hoje não é um cenário que se eu chegar fazendo, sei lá, um Blues… [dá de ombros] Não que você não possa fazer seu mercado, eu acho que tudo é possível, tanto é que eu botei um Blues no meu álbum. Mas eu pensei em uma estratégia mais empresarial e um pouco mais jurídica pra chegar por exemplo no DOCE 22 e ter um tamanho e uma potência que façam o Blues ser ouvido no Brasil, porra! Com o Lulu Santos!

E eu sou uma pessoa que, além de querer ser artista por si só e fazer música por si só, eu sou uma artista que quer sim chegar — eu quero que o mundo inteiro escute a minha música. Pra eu conseguir isso, eu preciso unir o útil ao agradável e me moldar de várias maneiras. Então, é isso, sabe? Eu acho que eu cheguei em um lugar como artista… eu sempre pensava assim: “Bom, o meu primeiro passo, eu quero que as pessoas me enxerguem como potência”. Porque a gente tem uma meta grande, mas a gente precisa fazer miniobjetivos a serem alcançados — não adianta pensar só na última meta que você quer, porque dificilmente você vai chegar, você tem que aprender no caminho. Então, eu tenho uma meta grande na minha vida — e eu ainda não cheguei nela — e eu criei várias “metinhas”, pequenas, pra ir atingindo esses degraus de acordo com o que eu acreditava ser certo.

Então, a primeira coisa que eu queria era que as pessoas me enxergassem como potência, potência individual, que era um desafio na época. Quando eu cheguei nesse lugar, eu comecei a introduzir de algumas maneiras — no Pandora ali, no meu primeiro álbum eu já começo a introduzir uma coisa mais artística mas sem muita profundidade, muito mais preocupada na potência e no quanto eu vou atingir pra ser enxergada. Porque uma das maiores formas de você chegar no mainstream no Brasil não necessariamente é ter talento e, ai, a coisa artística, mas também ter números. Precisa ter e eu precisava ter números, então eu fui pra esse lado.

Depois disso o meu objetivo era que as pessoas me enxergassem como artista e como potência. No caso, primeiro potência, depois artista, então eu estou nessa fase. Mas mantendo a potência, entendeu? Só que introduzindo o Blues, introduzindo uma coisa muito mais visceral. E não que exista [mais] artista ou menos artista, [mas] baseado de acordo com o que o público pensa. Porque eu acho que um artista de Funk é tão ou mais artista do que um artista de, sei lá, MPB. Não que eu não ame MPB, eu acho que é tão quanto, admiro da mesma maneira! Mas, aos olhos do público e aos olhos dos diretores da música aí no mundo e no Brasil… você tem que fazer isso e aquilo pra ser considerado.

Enfim, eu entro nesse assunto e vou! [risos] Mas enfim. Dentro disso, hoje em dia com o DOCE 22 eu sei que de acordo com onde eu cheguei eu consigo introduzir mais essas outras melodias e fazer as pessoas escutarem. Porque eu não quero só fazer pra ninguém escutar! Ou pra uma quantidade pequena de pessoas escutarem. Eu quero fazer música pra o máximo — se possível, o mundo inteiro escutar, entendeu? Então eu comecei a introduzir as coisas que sempre estiveram dentro de mim, e obviamente criei muito mais segurança pra falar, “Eu sei o que eu to fazendo”. E isso só se cria com maturidade e com tempo, óbvio.

Luísa Sonza, DOCE 22 e as “respostas” aos haters

TMDQA!: Dentro dessa maturidade, eu acho muito louco que você é uma pessoa que recebe muito hate, que lida com muito hate. O tempo todo você tá na mídia, tudo é “a Luísa isso, a Luísa aquilo”, e eu posso estar errado nisso mas eu sinto que as suas músicas, principalmente agora no DOCE 22, são uma resposta a isso. Não no sentido de “vou falar o que querem ouvir”, mas um desabafo seu. Eu acho realmente muito curioso que você tá na mídia mas não é porque você fala — é porque os outros tão falando, mas você tá sempre ali no seu canto e você fala com a sua música, né?

Luísa: [risos] Sim! Verdade, cara! Porque, na real, eu falo sobre as minhas vivências. Talvez se minha vivência e minha história fossem diferentes, eu falaria sobre outras coisas — talvez não, com certeza. Então eu falo o que eu vivo, de certa maneira, principalmente a partir desse trabalho que é o DOCE 22.

Eu não falo “aperte o cinto modo turbo que a sentada é de outro mundo” porque eu estou vivendo — não que a minha sentada não seja de outro mundo! [risos] Mas eu não estou apertando o cinto, né, obviamente, existe todo um lúdico dentro disso. [risos] Porque, é sério, depois sai a entrevista e a galera pode contestar essas coisas, então eu cada vez tento deixar [o mínimo] de brechas possíveis, por mais que sempre encontrem uma brecha.

Mas eu realmente falo o que eu vivo. Quando eu falo sobre auto-estima, quando eu falo sobre tudo; sobre “BRABA”, “penhasco.”, sobre “INTERE$$EIRA”, eu falo sobre o que eu vivo. A minha vivência é muito, sim, e minha história dentro da mídia é realmente muito baseada em muito hater, com muitos questionamentos… muito baseada dentro do feminismo também. Então eu falo o que eu vivo. Provavelmente nessa era agora, eu to vivendo uma era obviamente com hater mas eu to em uma era de muito carinho! E eu vou com certeza falar isso nas minhas próximas músicas, porque é inevitável. Vai ser inevitável, assim, eu falo o que eu to sentindo.

Então, é isso. Eu acabo respondendo mas, como você disse, não necessariamente diretamente mas no fundo falando sobre o que eu vivo e o que eu sinto. E às vezes talvez até parece que eu esteja sempre respondendo e tudo mais, mas na real eu só to falando aquilo que eu sinto. Eu nem respondo muito, eu nem rebato, eu nem revido muito — que nem você disse, eu sempre to no meu canto, tipo, “Ah, galera tá falando, beleza”.

TMDQA!: E você estava falando das suas metas, me lembrei que você foi indicada ao EMA da MTV!

Luísa: [sorrindo] Foi hoje, né!

TMDQA!: Queria saber como foi pra você receber essa indicação e, aproveitando que estamos entrando nesse assunto internacional, queria saber também um pouco sobre como foi escolher as pessoas da música internacional que aparecem no disco. Foi uma escolha intencional de ter gente de fora mesmo pra ter esse alcance?

Luísa: Cara, não, o meu foco ainda é totalmente Brasil. Eu trabalho e meu trabalho é direcionado para o Brasil; os feats gringos também são direcionados para o Brasil, porque é uma forma também de agregar algo de fora pra dentro. Eu ainda não penso em exportar o meu produto, o meu trabalho, a minha música — não é que eu não penso, eu penso, mas não é pra agora. Então ainda to focada muito no Brasil, muito feliz com os resultados no Brasil, mas obviamente… a gente tá de olho lá, mas eles também tão de olho aqui.

O Brasil é uma potência bizarra! Em números, em consumo. Então eu acho que é uma troca que está sendo feita. Eu estou, acho, na fase de iniciar, dar um “oi” assim. “E aí galera, sou uma artista brasileira, pá”. [risos] Mas o meu trabalho ainda está focado no Brasil. E eu acredito que, de acordo com os meus planejamentos, em 2023 eu inicie uma carreira focada no Brasil mas também focada fora, para atingir coisas lá fora.

Eu acho — eu acho não, ainda a minha carreira e meus passos no Brasil não terminaram. Definitivamente não terminaram e ainda são prioridade, sem dúvidas. Mas é um processo, é um processo muito de… passinho de minhoca? Como é que se chama? Não, não é passinho de minhoca. Passinho de formiga! [risos] É passinho de formiga. A gente vai iniciando uma relação, quando vê está aí no EMA, do nada, acontecem coisas inesperadas e muito legais porque a gente entrega um trabalho — hoje em dia o Pop no Brasil entrega um trabalho do nível dos gringos. Eu acho melhor, na verdade.

Eu acho que a gente é muito original! Nossa cultura é original, nossos artistas, nossa musicalidade é muito original. Então a gente é muito incrível, e tem outras artistas como a a Anitta, que está arrasando lá fora e que tem uma carreira que está focada lá fora, diferente da minha que está focada no Brasil, e obviamente isso abre portas. Tipo assim, a galera já fica assim, “Hmm”, “hmm”! [risos] O mercado americano, meu amor, tá assim: “Hmm, brasileiros”! [risos] E eles estão de olho em tudo, então hoje em dia eu acho que é uma troca legal, porque eu também to de olho neles, óbvio, a gente se inspira muito.

Neles não só no americano, mas todo mundo tá de olho em todo mundo, sabe? Então, eu acho que hoje eu faço essa troca legal com os artistas que eu admiro também. Por exemplo, eu pago um pau pra Mariah Angeliq, eu acho ela incrível! Que é a artista que está comigo em “ANACONDA *o*~~~”. O 6LACK também, são artistas que eu admiro muito e que é muito bom também agregar; assim como é bom agregar o Lulu Santos, é muito bom ter essas pessoas assim no meu álbum, mesmo que seja focado no Brasil. Até porque é focado no Brasil mas o público deles já vai estar me vendo! E vice-versa, o público do Brasil já está vendo lá.

Eu hoje em dia acho que estou nessas “relações públicas internacionais”. Estou nessa fase ainda, mas a minha carreira é bem focada aqui.

TMDQA!: Uma outra coisa que eu achei muito legal no DOCE 22 é o esquema das músicas maiúsculas e as músicas minúsculas. No dia-a-dia, a Luísa tem dias que é a Luísa maiúscula e que é a Luísa minúscula? Essas canções foram escritas nesses momentos específicos? [risos]

Luísa: [risos] A Luísa… o problema da Luísa é esse: ela é os dois ao mesmo tempo! Dentro da palavra tem uma maiúscula, uma minúscula, e essa é a confusão que a gente tenta lidar na terapia. [risos] É muito lindo no DOCE 22 a gente conseguir separar, agora pensa assim, a Luísa é tudo junto e misturado, amor! Que aí você não consegue definir, “estou no lado A”, “estou no lado B”. É uma mistura. Cada hora eu estou de um jeito! Uma intensidade absurda, eu sou uma pessoa extremamente intensa.

TMDQA!: E como você conseguiu separar isso no disco?

Luísa: Porque aí é um trabalho ali, feito, palpável. Não são pensamentos e, sei lá, sentimentos misturados. Então, dentro do DOCE 22 eu consigo, por ser uma coisa material, eu consigo palpar e separar e organizar a minha cabeça para que o máximo de pessoas possível entenda o trabalho, entenda a Luísa como um todo. Mas é um desafio, todo dia.

TMDQA!: Tenho mais duas coisas rápidas pra gente fechar essa entrevista. Isso que você falou de fazer música pra todo mundo me lembrou de um vídeo que você compartilhou, que mostra uma senhorinha de idade super fã das suas músicas. Achei isso sensacional. Qual sua sensação ao ver essas coisas? Quão importante é isso pra você?

Luísa: É muito importante! Eu AMO ter fã vó, fã mãe, fã mais velha. E eu tenho MUITA, muita, muita! E eu AMO! Primeiro que eu me identifico, tá? Eu me identifico tanto com as crianças de 10 anos, 12 anos, quanto com a mãe do meu fã de 30 anos, vamos dizer. Eu amo, eu adoro bater um papo, e é muito bom.

Porque, assim, a gente vive em uma sociedade em que as pessoas mais velhas geralmente têm um pré-julgamento em relação às coisas dos mais jovens, ou à linguagem mais jovem de ser. Então quando eu vejo mães, avós, vovô, sei lá, gostando da minha música e apreciando e vendo a minha música como eu a enxergo — que não é com maldade, porque existe uma parcela da população que enxerga de um maneira suja, [mas] eu vejo com alegria. E quando eu vejo isso refletido em uma pessoa mais velha e vejo que ela também tá enxergando da forma como eu me enxergo, que não é uma maneira tão suja quanto é vendido por algumas pessoas, e geralmente pessoas mais da idade dela ou dele, me traz uma alegria, uma coisa muito boa, porque ela entendeu o que eu estou falando.

E [pro jovem] é mais fácil, né? O jovem entende mais o que eu falo. Mas o mais velho às vezes não, então quando eu atinjo a pessoa mais velha, eu confesso que é mais… “Yes! Estou quebrando uma barreira!”. Estou quebrando uma barreira que eu não criei, né? Que o outro lado criou, eu não quero criar essa barreira. Então, quando eu vejo de formiguinha em formiguinha quebrando essa barreira, me dá uma satisfação muito grande.

TMDQA!: Concordo demais que é uma quebra de barreira! Por fim, uma pergunta simples mas que vai te complicar pra gente falar um pouquinho sobre “fugitivos :)”, que acaba de sair. Você consegue definir em uma frase o que é essa música pra você?

Luísa: É jovem. É isso. Ai, “fugitivos :)” é jovem, é um tanto quanto inconsequente. É Sandy & Júnior! E é meu xodózinho do álbum, assim como o Jão é meu xodózinho na música. Eu amo o Jão demais. Ele é um amigo muito especial. Eu falo dessa música eu já abro um sorriso que minha bochecha dói, assim. [risos]

TMDQA!: Dá pra ver! [risos]

Luísa: Porque me traz essa sensação! E tenho certeza que vai trazer pro público também. O clipe… aff, o clipe tá tudo! A gente entregou! Eu sei que eu sou suspeita. [risos] Mas a gente entregou! É o meu preferido. Nesse momento, porque eu sou de fases também. E eu estou vivendo essa fase, eu estou vivendo essa fase “fugitivos :)” agora, na minha vida. Eu estou sozinha, estou jovem, estou meio inconsequente! É que “fugitivos :)” é aquela música e aquele clipe que você quer botar a cabeça pra fora da janela do carro e cantar a música, sabe? Abrir o teto solar e [gritar]! Então, “fugitivos :)” é isso, é jovem.

TMDQA!: Que demais! Luísa, muito obrigado. Foi um prazer enorme falar com você. Ansioso pelos próximos lançamentos!

Luísa: Obrigada, meu amor! Eu também estou ansiosa, em breve!

TMDQA!: Tomara que a gente se fale de novo mais pra frente. Até a próxima!

Luísa: Com certeza, Felipe! Muito obrigada, um beijo!

Ouça a nova música de Juliah!      
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