Gerard Way, do My Chemical Romance
Reprodução/YouTube
 

15 anos depois do lançamento do disco The Black Parade, a (quase) faixa-título do álbum do My Chemical Romance segue impactando muitas vidas que se emocionam logo ao ouvir as primeiras notas do piano. E, como de fato deveria ser, Gerard Way continua bastante orgulhoso dessa bela obra.

Em uma entrevista recente, o vocalista da banda Emo admitiu a influência de “Bohemian Rhapsody”, do Queen, ainda que tenha deixado claro que a ideia nunca foi “refazer” o clássico dos britânicos. Logo depois, conforme conta a Kerrang!, deu mais detalhes sobre o significado da canção:

O triunfo do espírito humano sobre a escuridão era algo que estava meio que dentro do DNA da banda desde o começo. A autoatualização, o triunfo do espírito e coisas assim, superar coisas realmente difíceis. Há escuridão no mundo. E eu acho que superar essa escuridão, essa escuridão externamente e internamente, é uma coisa bonita. É uma coisa desafiadora, mas é belo se você consegue fazer isso, se você meio que consegue triunfar sobre isso. Então esse é um tema que definitivamente está em ‘Black Parade’, a música, e está no meu trabalho.

Essa música — como várias coisas do My Chem — foi uma experiência realmente colaborativa. Nós estávamos apenas nessa casa mal-assombrada juntos, meio que ficando lentamente depressivos e retraídos e isolados do mundo exterior; eu não me lembro de sequer termos saído da [Mansão Paramour]. Se tornou um lugar sombrio, e o simples fato de estarmos ali e meio que improvisando essa ideia juntos, e tocando-a juntos e obtendo o esqueleto original da música, isso foi realmente colaborativo.

A Mansão em questão, aliás, teve um papel fundamental para o resultado final não só da música em si, mas do álbum em geral. Gerard falou sobre uma das histórias bizarras do local, mas também ressaltou os bons momentos vividos por lá:

Nós tínhamos ouvido histórias sobre o Paramour; nós tínhamos ouvido histórias sobre alguém que estava em uma festa lá no topo da torre e ficou completamente maluco, sabe? Havia um quarto que era em uma torre. Você tinha que subir umas escadas — era uma torre separada do resto da casa, e foi onde o Frank [Iero, guitarrista] ficou. E aparentemente em uma festa alguém tinha perdido a cabeça e teve que ser levado de ambulância ou algo assim.

[Mas] é [um lugar] bonito, e foi realmente legal poder escrever quando você quisesse e só fazer barulho. Nós trabalhamos tantas horas todo dia — a gente só acordava, bebia café, só tocava junto e continuava passando pelas músicas, refinando algumas, escrevendo outras. E aí íamos dormir às vezes bem tarde. Nós às vezes começávamos à meia-noite, ou tirávamos um intervalo e voltávamos à meia-noite — foi assim que ‘Famous Last Words’ surgiu, ela surgiu bem tarde da noite.

Que demais saber esses bastidores! Você pode ouvir o papo completo, em inglês, pelo player abaixo. Aproveite e relembre o grande clássico em seguida.

Gerard Way fala sobre The Black Parade

 
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