Pessoa tomando vacina
Foto por Katja Fuhlert via Pixabay
 

Jasmine Clifford, nome por trás da conta @AntiVaxMomma no Instagram, foi acusada formalmente de vender cartões de vacinação falsos da COVID-19.

A influencer, declaradamente anti-vacina, usou seu perfil para realizar as vendas, de acordo com o gabinete do procurador do distrito de Manhattan (via Buzzfeed News). Cada cartão custava em torno de U$200, pagos pelos aplicativos CashApp ou Zelle.

Pagando mais U$50, Clifford pedia para Nadayza Barkley, funcionário de uma clínica médica em Nova York, inserir o nome da pessoa de forma fraudulenta no sistema de informações sobre a imunização nos Estados Unidos. A conta de Jasmine foi deletada nos últimos dias.

De acordo com os promotores, a mulher de 31 anos chegou a vender cerca de 250 cartões. Outras 15 pessoas envolvidas no esquema também terão de responder na justiça pelo caso.

Já das 250 pessoas que compraram os cartões falsos, treze delas foram acusadas de porte criminoso de instrumento falsificado em segundo grau. Essas pessoas teriam cargos relacionados à saúde.

Vacinação nos Estados Unidos

O país que saiu na frente na corrida da vacinação agora sofre para conseguir aumentar seus números e imunizar mais pessoas.

Com uma forte cultura anti-vacina, inflada principalmente durante os quatro anos de Donald Trump na presidência, o governo tem visto o sucesso do mercado ilegal de cartões de vacina falsos nos últimos meses.

Como forma de incentivar a população que ainda não recebeu suas duas doses, alguns estados têm oferecido até dinheiro, prêmios e ingressos de show para tentar reverter a situação.

 
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