Sepultura
Foto por Marcos Hermes
 

Não é segredo pra ninguém que a pandemia complicou e muito a vida de inúmeros músicos ao redor do planeta. O Sepultura, apesar de ser uma banda privilegiada pela sua posição lendária na cena do Metal, teve um fator que colocou o grupo em uma situação mais chata do que o normal.

O grupo brasileiro havia acabado de lançar seu ótimo disco Quadra e, logo antes das primeiras datas da turnê, teve que cancelar as apresentações por conta da COVID-19. Depois de um tempo maturando ideias e lidando com o choque, surgiu a ideia perfeita para sustentar uma carreira tão longa: a SepulQuarta.

Recebendo convidados quase sempre semanalmente, a lendária banda revisitou seu catálogo com a ajuda de grandes nomes como Matt Heafy (Trivium), Scott Ian (Anthrax), Rafael Bittencourt (Angra), Fernanda Lira (Crypta), Emmily Barretto (Far From Alaska) e muito mais.

Depois de algum tempo do projeto, então, veio a melhor surpresa: um disco estava pronto para ser lançado. A coletânea de músicas foi eternizada em formato de álbum, incluindo essas versões especialíssimas de grandes clássicos — alguns registrados pela primeira vez com Eloy Casagrande na bateria e Derrick Green nos vocais e outros apenas reforçando a maestria do guitarrista Andreas Kisser e do baixista Paulo Xisto Pinto.

Ouvir SepulQuarta é um passeio histórico não só pelo período de quarentena como também pela trajetória impressionante da banda brasileira, que merece ser relembrada a qualquer momento. Em um papo bem descontraído, conversamos com Andreas e Eloy sobre esse disco e muito mais e você pode conferir tudo isso logo abaixo!

TMDQA! Entrevista Sepultura

TMDQA!: Oi, Andreas e Eloy! Primeiramente, que prazer estar aqui com vocês hoje. Como fã do Sepultura, queria dizer que foi muito legal ir acompanhando os lançamentos do SepulQuarta quando o projeto começou, ali em toda semana e tal. Queria começar perguntando como foi, pra vocês, encarar um projeto tão diferente depois de tantos anos de carreira. Porque, além da música, tinha que escolher participação, pensar em um tema para os debates na forma de live, enfim…

Andreas Kisser: Putz, mano, a gente não quis fazer isso, né. [risos] Não era o nosso objetivo, não era a nossa ideia fazer isso, né. Obviamente a gente estava ensaiando arduamente — o Quadra é um disco que assim, foi um dos ensaios mais técnicos que a gente teve, pra pegar as músicas direito. [Era] a primeira vez que a gente estava tocando ali todo mundo junto, porque quando você monta um disco, a gente raramente toca junto com vocal e tudo, os extras. Então a gente estava meio que ensaiando e estava com o show pronto, pra sair em turnê. O disco sai em Fevereiro e dia 16 ou 18 de Março era o primeiro dia da turnê nos Estados Unidos.

E aí tudo parou, bem naquela semana. Então, a gente não teve outra opção, na verdade. A gente teve poucos elementos pra trabalhar; as limitações da pandemia foram brutais. Não pode sair do país, não pode sair de casa, a gente não podia nem se encontrar pra ensaiar ou pra fazer nada! O Derrick foi pros Estados Unidos e, enfim, a gente teve que inventar alguma coisa.

Obviamente a gente foi influenciado por outras bandas que já estavam fazendo algumas colaborações nesse formato cada um na sua casa, principalmente o Charlie Benante [do Anthrax, que estava] fazendo com outros músicos, covers, o Metallica estava com a Metallica Mondays, que toda segunda-feira tinha um show… e a gente fez a nossa wednesday, a nossa quarta-feira, influenciada pelo conceito do Quadra, da numerologia e tudo que a gente usou.

E cara, isso manteve a gente trabalhando. Toda quarta-feira, como você disse, era um trabalho de produção, convidar os caras… nós começamos só a gente, fazendo quase como um playthrough do disco, do Quadra. A gente não sabia quando tempo ia durar essa pandemia, [se] ia ser três meses, quatro, cinco, seis. Então a gente foi fazendo, foi mantendo, quarta por quarta, e foi evoluindo. O Eloy começou a gravar a bateria no clique, aí mandava pra mim e eu botava a guitarra, eu mesmo mixava tudo aqui dos áudios, o Bruno, nosso webmaster, editava os vídeos e foi meio caseiro mesmo — meio não, totalmente. A gente fez tudo a gente mesmo aqui.

E, cara, foi sensacional. Manteve a banda unida, trabalhando. Não planejávamos fazer um disco mas, no final das contas, o disco tava pronto. Ficou do caralho.

TMDQA!: E eu fiquei pensando nesse conceito do SepulQuarta, porque vocês têm um público gigante internacional que não tem a menor ideia do que é Quarta. [risos] A ideia foi “dane-se” e vamos seguir com o conceito do Quadra e pronto?

Andreas: Ah, lógico, né. Primeiro que muita gente nem sabe o que é Sepultura. Muita gente ainda fala “Sepãltura” nos Estados Unidos. Isso não tem a ver, acho que é uma coisa nossa — tipo, Quadra por exemplo é um nome em português, mais latino assim, não tem na língua inglesa e tudo. E eu acho que isso estimula a galera a fazer uma pesquisa, estudar um pouco.

O próprio Iron Maiden, eu aprendi muito com o Iron Maiden. Muita história, muita Bíblia. Li muita Bíblia através do Iron Maiden. [risos]

TMDQA!: [risos] Um dos destaques pra mim do SepulQuarta é a belíssima versão de “Orgasmatron”, que eu acho uma música tão importante pra carreira do Sepultura. Mas a original é do Motörhead e agora vocês têm uma versão dela com o Phil Campbell [guitarrista do Motörhead] no novo disco. É uma sensação de “dever cumprido”, digamos assim? Aquela coisa do “chegamos onde queríamos chegar”?

Andreas: Ah, não sei se é isso. Foi uma oportunidade fazer uma jam — as jams com o Motörhead já rolaram várias vezes, eu toquei com eles algumas vezes, o Lemmy [Kilmister] tocou “Orgasmatron” com a gente algumas vezes… enfim, a gente teve uma relação muito de perto. Por um tempo, a gente teve o mesmo empresário — praticamente o Motörhead “roubou” todo o crew [equipe] brasileiro do Sepultura. [risos] Os caras pegaram um monte de roadie e montaram um crew praticamente com brasileiros.

Então, a relação era bem de perto assim. E o Phil é um grande amigo nosso, um puta irmão, peça raríssima. E o Motörhead, como você disse. E foi legal também que a gente teve a oportunidade de fazer uma versão oficial com o Eloy e o Derrick dessa música, que é como se a gente tivesse adotado. É como se fosse um filho adotado. [risos] Muita gente até acha que “Orgasmatron” é do Sepultura.

Eloy Casagrande e a nova fase do Sepultura

TMDQA!: Bom, estou achando o Eloy muito quieto até aqui. [risos] Então queria falar sobre algo que envolve ele diretamente, que é o fato do Sepultura estar vivendo, pelo menos pra mim, uma das suas melhores fases. Acho que a entrada do Eloy e os novos trabalhos trazem muita sintonia, acho que é um grande fator pra essa fase tão boa que a banda vive, tanto por trazer muita técnica quanto por essa química, que tudo encaixou muito fácil.

Eloy Casagrande: Ah, cara, é difícil de falar tipo, “Realmente é por minha causa”. Eu acho que não, mas eu acho que é uma junção de fatores, foi um caminho natural da banda, uma evolução natural da banda, e com certeza desde a minha entrada até agora, o Quadra, o primeiro trabalho que eu fiz com o Sepultura, o The Mediator, teve uma evolução nossa, pelo menos minha, na banda. Uma aproximação. A gente conseguiu aumentar ainda mais a nossa proximidade musical, pessoal, de convivência. E eu acredito que tudo isso fortaleceu muito, ajudou muito pra que a gente fizesse o Quadra, fizesse a SepulQuarta.

Acho que foi uma evolução natural de todas as partes, acho que é também muito… não vou falar, “Ah, foi por causa da minha entrada”. Não tem nada a ver. Mas acho que foi uma união das forças, e eu fico muito feliz em poder ajudar e poder contribuir para o Sepultura, desde o primeiro trabalho. Eu e o Andreas, a gente teve uma química muito boa, musical, muito natural, muito espontânea. A gente está sempre trocando ideias de bateria, de guitarra; eu mando células de batera, ele manda pra mim as células de guitarra, e as músicas nascem principalmente desse jeito, dessa química, dessa espontaneidade.

E é isso, o Sepultura está sempre respeitando o momento, vivendo o agora; respeita muito a história, mas a gente faz o que a gente tem vontade de fazer. Eu acho que essa é a grande fórmula do sucesso, o nosso “segredo”, porque não tem segredo na verdade, é só fazer o que a gente tem vontade e respeitar o momento.

Andreas: Eu acho que é o lance da entrada sim, de um membro novo, sem dúvidas. A história do Sepultura é isso, mano. Quando eu entrei na banda também foi uma mudança drástica, quando o Derrick entrou na banda foi uma mudança drástica, Jean Dolabella idem e o Eloy. Acho que é natural, sempre aquele espírito do agora, realmente, trabalhar com o elemento.

Quando o Eloy entra na banda, [falar] “Você vai ter que tocar igual ao Igor [Cavalera], hein”? Pô, não tem sentido isso. Tipo o KISS por exemplo, você tem um puta batera lá que tá tocando igual ao Peter Criss. Ele está fazendo tipo um personagem. Tudo bem, funciona pro KISS e tudo, é o que eles fazem, mas pra nós não. Pra nós sempre foi isso, entrou, traz tudo. Eu, pelo menos, quando entrei no Sepultura eu trouxe tudo: as letras que eu tinha, meus riffs, meus solos, enfim, tudo que eu tinha. E o Eloy idem.

Acho que essa evolução realmente que a gente teve junto com ele é fenomenal. É o Tio Paulo e o Tio Andreas sendo [animados] pelo “kid”, né. [risos] Falando, “Vamos galera, vamos trabalhar”! [risos] E eu acho que é isso, é motivação mesmo. Eu como compositor, como guitarrista, eu me sinto em um melhor momento. E acho que o Eloy tem a ver com isso, pela motivação de escrever coisas que eu sei que ele vai conseguir fazer, vamos dizer assim.

Foi muito engraçado no processo de composição do Quadra, porque eu mandava umas coisas pra ele assim pra, tipo, “Puta, duvido que ele vai conseguir fazer algo assim”. E eu sei que ele fazia o mesmo comigo! Porque ele mandava uns negócios que puta que o pariu, onde tá a cabeça disso.

Eloy: [risos] Lá vai o Andreas falar daquele negócio que eu não consegui tocar…

Andreas: Exato, mano, porque foi uma vitória pra mim! Eu mandei um riff e ele falou, “Caralho, não estou conseguindo fazer isso”. Aí eu falei, “Yes! Chegamos no [limite]!”. Ele conseguiu eventualmente, mas ele teve que dar uma trabalhada, uma estudada.

Eloy: Quinze minutos já estava tocando.

Andreas: Já é uma grande vitória! [risos] Mas isso ajudou o disco, ajudou tudo, porque a música ficou fantástica e a expressão dela [também], através desse desafio saudável. É muito bom.

TMDQA!: Eu só quero viver o suficiente pra ver o Eloy velhinho tocando “Means to an End”.

Andreas: [risos] Tá fodido.

Eloy: [risos] Não, não, até lá eu já vou ter aposentado. Vai estar tudo certo.

Andreas: Até lá a gente já vai ter robô pra fazer isso. [risos]

Eloy: [risos] Exatamente. Uma brincadeira que eles falam comigo, [é que] eu encho muito o saco do Paulo pela idade dele, tanto física quanto espiritual…

Andreas: [risos]

Eloy: Ele tem uma idade espiritual bem avançada, e ele brinca comigo. Ele fala, “É, quando você ficar velho, você vai ver só”. Eu falo, “Mano, eu não vou ficar velho. Quando chegar na sua idade eu já vou ter parado, vou me aposentar”… [risos]

TMDQA!: [risos] Eloy, e você recentemente foi eleito o melhor baterista de Metal do mundo, né? A gente postou aqui no TMDQA! e muita gente já respondeu dizendo que poderia tirar o “de Metal” que continuaria sendo verdade. Como foi pra você lidar com isso? Vem alguma pressão junto com isso?

Eloy: Na verdade, cara, eu fui o cara que pagou melhor lá pra eles. [risos] Essa piada é do Andreas, ele sempre faz essa piada.

Andreas: É, desde quando ele ganhou aquele primeiro concurso ele já está depositando lá. Uma hora vai chegar. [risos]

Eloy: Eu fui o cara que pagou melhor! [risos] Cara, eu não sei, assim, sinceramente eu não pedi pra participar dessa eleição, dessa votação. Foi a própria revista que me inclui, daí quando eu saí — eu fui um dos eleitos, cheguei ao estágio final das votações, e eu pedi pro pessoal votar em mim, né. E eu tive uma resposta muito boa, acho que os fãs participaram bem e acabaram votando em mim.

Claro que obviamente eu não me considero o melhor, acho que essas votações elas mostram um bom índice de popularidade, eu acho que o tanto que você trabalhou recentemente, é uma junção de vários fatores. Junto com o Sepultura, de ter lançado o álbum Quadra, dessa pandemia, de não ter parado de postar material online e ter feito bastante coisa, acho que é uma junção de fatores que resultou nisso.

E acho que não é nenhuma pressão, isso não mexeu com meu psicológico, eu deixo isso bem distante do que as coisas são, do que é a realidade. Porque isso é um título, uma votação popular, não quer dizer nada em relação à minha realidade, da forma como eu vejo a música, como eu vejo a bateria. Pra mim, as coisas continuam da mesma forma.

Andreas: É, agora pra falar com o Eloy eu preciso falar com a secretária, mas tá tudo igual. [risos]

A história do Sepultura

TMDQA!: Andreas, e eu queria te fazer uma última pergunta sobre um assunto mais delicado que você já deve imaginar. Mas pra diferenciar um pouco, eu queria falar sobre uma participação recente sua no programa do Rafinha Bastos, que você fala sobre a situação toda com o Max Cavalera de uma forma muito serena, tranquila, inclusive se colocando de certa forma como parte do problema. Como é pra você, depois de tanto tempo respondendo perguntas sobre esse tema — inclusive essa, né — conseguir falar com tanta paz sobre ele? E te incomoda quando as pessoas ainda falam disso como sendo uma treta, uma confusão?

Andreas: [risos] Não, cara, eu não sei por que deveria. Acho que tem vários exemplos na história de Rock, com muitas das bandas até aproveitando disso pro próprio marketing; brigas entre Megadeth e Metallica…

TMDQA!: Guns N’ Roses…

Andreas: É, Van Halen, enfim. Acho que é tradicional. A gente, desde o começo, escolheu não entrar nessa briga. Desde que o Max saiu a gente fez uma coletiva de imprensa aqui no Brasil e soltou uma nota só, uma versão do que aconteceu, do nosso ponto de vista, das nossas mudanças, e seguimos o jogo, estamos aqui até hoje.

É como eu disse, eu não conheço mais como estão o Max, o Igor, já estamos separados há muito tempo, os gostos, as coisas que faz e não faz, enfim. Não tem uma afinidade, assim, pra ter uma coisa pra trabalhar junto. E não vejo problema nenhum, acho que é natural! Faz muito tempo que a gente não trabalha junto, ele tá fazendo uma coisa completamente diferente e a gente tá em outro caminho, e tem que ser assim.

Não sei o que falar, também. As pessoas ficam falando, “Ah, vai voltar, vai fazer isso, vai fazer aquilo”. Primeiro que não tem volta, essa coisa da pandemia, voltar ao normal… Voltar quando? Dois anos atrás? Cinco? Ou dez? Quando que é volta? Qual você define o que é normal? E na nossa profissão, na arte, a gente está muito acostumado com isso. De uma hora pra outra o vento muda, quando você é cool no mesmo dia você já é um merda, entendeu? A gente já passou por vários ups and downs, a gente está muito acostumado com essa coisa de mudança.

E a vida é isso, mano. Cada dia é um dia diferente, cada dia é um dia novo, e a gente nunca procurou fazer volta. A gente não gosta de fazer turnê comemorativa de ficar tocando só um disco, ficar nessa nostalgia barata, sabe? Que não leva a nada. A gente ganha, não no aspecto de vantagem, mas ganha em experiência e em formação fazendo o hoje, fazendo um Quadra, fazendo um SepulQuarta, reinventando o Sepultura sem turnê, sem show. Quem imaginava que o Sepultura poderia ser possível sem isso? Eu não imaginava. Pra mim, eu falava, “Caralho, se isso aqui não voltar logo nós vamos fazer o quê?”.

Eu lembro de uma conversa que a gente teve de banda, em Abril. A gente já estava meio assim, “Caralho, que que nós vamos fazer, mano?”. E as bandas começaram a se mexer, e como eu disse, influenciados pelos outros, inventamos o SepulQuarta, mano. Que salvou todo mundo, a gente pôde ajudar o crew inclusive com algumas coisas aqui e ali, coisas pontuais, fizemos com organizações, falamos de depressão, falamos de meio ambiente, de banda, enfim. E velho, ficar chorando o leite derramado, ficar tipo, “Ah, o que poderia ser”… puta, isso não é com a gente.

E ao mesmo tempo eu não tenho problema nenhum em tirar dúvidas! [risos] De haterslovers. [risos] Cada um tem um ponto de vista na cabeça, e eu respeito todos. O Sepultura tem uma história fantástica e continua escrevendo uma história fantástica. O SepulQuarta, esse disco, é um dos que eu tenho mais orgulho. Porque foi um disco que a gente não planejou, mano. Ele veio porque quis.

É tipo, sei lá, você está lá com a sua mulher e ela não tomou a pílula e veio um filho. [risos]

Eloy: [risos]

Andreas: Tem amor, tem tudo, a gente tava com tudo tranquilo, mas não tava planejado. Mas veio! E muito bem-vindo, muito amado e bem cuidado. Então, o SepulQuarta é isso. Onde existe amor, onde existe respeito, as coisas florescem. A capa é isso, o Eduardo Recife fez um trabalho maravilhoso. Um puta estilo, legal pra caralho.

Foi o que eu expliquei pra ele, mano, “Olha, a gente está tirando vida da morte, de uma tragédia que a gente não esperava, uma coisa totalmente inesperada”. E a gente criou isso juntos. E mano, com todo respeito, eu respeito muito a história que a gente tem com os Cavaleras e tudo, mas cada um teve a sua decisão e a gente vive as consequências delas, né, pro bem ou pro mal.

TMDQA!: Perfeito. Pessoal, muito obrigado pelo papo! Foi ótimo e espero que possamos nos falar de novo em breve. Até a próxima!

Andreas: Valeu, até mais!

Eloy: Valeu, falou!