Paulo Coelho se oferece para cobrir gastos de festival baiano censurado pela Funarte
Reprodução / Twitter
 

Promessa feita é promessa cumprida! O escritor Paulo Coelho e sua esposa, Christina Oiticica, já fizeram o pagamento das despesas do Festival de Jazz do Capão, reprovado pela Fundação Nacional das Artes (Funarte) para captar recursos via Lei Rouanet.

Através do Twitter, Coelho mostrou o comprovante de pagamento no valor de U$29,3 mil, equivalente a R$152 mil na cotação de hoje, 22 de julho. A transferência foi feita através de sua fundação filantrópica com a esposa.

Na publicação, ele disse:

Festival do Capão, antifascista e democrático.
Transferência feita, avisem quando chegar.

Festival censurado pelo governo federal

Como te explicamos melhor aqui, a Funarte indicou no documento de reprovação que o festival estaria “manchando” o nome do “Criador” — em referência a Deus — ao explicar que o evento traria “desvio de objeto, risco à malversação do recurso público incentivado com propositura de indevido uso do mesmo”.

O secretário especial de Cultura do governo federal, Mario Frias, se manifestou sobre o assunto em sua conta do Twitter, dizendo:

A matéria do Jornal Nacional é uma tentativa de criar um factoide em cima de uma decisão técnica. Os organizadores do evento disseram publicamente que iriam realizar um festival político e, para isso, queriam dinheiro da Cultura.

Não aceitarei que a cultura nacional seja rebaixada a condição de panfletagem partidária. A lei é bastante clara, apenas eventos culturais serão financiados com a verba federal da Rouanet. Vocês não irão me intimidar com assassinato de reputação.

Mesmo com o pedido de apoio negado, e antes de Paulo Coelho oferecer o patrocínio, o produtor-executivo do Jazz no Capão, Tiago Tao, confirmou que o evento seria realizado este ano em formato virtual, com o valor que fosse arrecadado em uma campanha de financiamento coletivo.

Paulo Coelho e o Festival do Capão