Kirk Hammett
Reprodução/YouTube
 

Não é de hoje que ouvimos alguém dizer que o Heavy Metal salva vidas. Há tempos considerado um gênero para pessoas “machucadas” ou coisa do tipo, o gênero já fez muito para curar feridas e uma das pessoas mais beneficiadas por isso foi Kirk Hammett.

Além de ganhar a vida como guitarrista do Metallica, ele também usou a música como forma de superar sua terrível infância, que foi tópico em uma participação no podcast Backstaged recentemente. Como conta a Loudwire, ele falou por lá sobre como a “música e a guitarra” salvaram sua vida:

Eu tive uma infância ruim. Eu vivi muita escuridão no começo da minha vida que eu provavelmente não deveria ter sido exposto. Coisas infelizes aconteceram comigo quando eu era criança. Então essa escuridão da vida real veio pra mim cedo demais na vida.

Basicamente, a guitarra e a música salvaram minha vida. E foi um tipo de terapia pra mim. Fazia eu me sentir melhor quando eu sabia que não estava me sentindo muito bem. E eu era tão jovem, eu não entendia porque eu estava me sentido daquele jeito. E eu não sabia que isso era por causa das circunstâncias e das situações, eu não entendia isso. Eu só sabia que tocar guitarra me ajudava a ficar melhor e me acalmava quando eu era adolescente, e conforme fui crescendo, como adulto, até tipo agora. Digo, eu tenho muita ansiedade e tenho uma tendência à depressão com a maioria das pessoas. Minha guitarra me ajuda com tudo isso.

Uma boa música de Heavy Metal é como um bom filme de terror. É intensa, é imprevisível. Ela tem muitos dos mesmos sentimentos das coisas mais sombrias da vida. […] Seu cérebro só recebe aquele sentimento. Como eu, há muitas pessoas por aí que quando ouvem essa escuridão, essa melancolia, é catártico. É bom, sabe? É como se você pudesse ir para as partes mais sombrias da sua vida para vivê-las sem realmente ter que vivê-las.

Você pode ouvir a participação de Kirk no podcast ao final da matéria!

Infância difícil de Kirk Hammett

Vale lembrar ainda que, como conta a própria Loudwire, Kirk chegou a abrir o jogo sobre essa infância difícil em uma entrevista de 2001 com a Playboy. Na época, ele comentou:

O James vem de um lar ‘quebrado’, e eu venho de um lar ‘quebrado’, então quando eu entrei na banda nós meio que nos unimos através disso.

Eu fui abusado quando criança. Meu pai bebia muito. Ele batia pra cacete em mim e na minha mãe algumas vezes. Eu consegui uma guitarra e, desde que eu tinha 15 anos, eu raramente deixava o meu quarto. Eu me lembro de ter que tirar o meu pai da minha mãe quando ele a atacou uma vez, durante meu 16º aniversário — ele virou pra mim e começou a me dar tapas por todo lado. E aí meu pai simplesmente foi embora um dia. Minha mãe tinha dificuldades para sustentar eu e minha irmã. Eu definitivamente canalizei muita dessa raiva na música.

 
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