Steve Hackett, ex-Genesis
Foto via Wikimedia Commons
 

Steve Hackett, ex-guitarrista da lendária banda Genesis, deu declarações bem fortes sobre a sua saída do grupo de Rock Progressivo lá nos anos 70.

Ele estava conversando com Mario Giammetti, biógrafo responsável por Genesis 1975 – 2021: The Phil Collins Years, que vai chegar às livrarias muito em breve, no dia 15 de Julho, quando revelou que foi sentindo seu espaço como compositor se reduzir por conta do aumento de influência de Tony Banks, tecladista do grupo que tinha o apoio do baixista e guitarrista Mike Rutherford.

Na entrevista, Hackett chegou até a citar como as bandas costumam ter um “Führer”, em referência ao cargo ocupado por Adolf Hitler durante a ditadura nazista na Alemanha. Ele explica (via Prog):

Eu não acho que os membros de um grupo deveriam ser competitivos entre si, você deveria tentar fazer cada um trazer o seu melhor. Se eu trabalhar em um álbum solo de alguém, quem quer seja, eu faço o que eles quiserem. Se o Tchaikovsky me pedir pra fazer um solo de guitarra, bom, ele é o chefe… Mas em um grupo não deveria ser assim. Mas uma pessoa sempre quer ser o Führer.

Eu estava começando a escrever mais e mais material e era cada vez mais difícil incorporar isso em um formato de banda. Mais ainda, eu queria trabalhar com outras pessoas. Por mais brilhantes que os membros do Genesis fossem, eu sentia que eu tinha que me arriscar para saber quão bom eu era sozinho. Há uma voz que te diz que você precisa ver se está bom o suficiente ou não.

O Tony disse que eu não poderia mais fazer álbuns solo e ser um membro do Genesis. O Tony estava assumindo a liderança naquele ponto e o Mike estava lhe dando apoio, então não havia garantia de uma proporção da composição ser dividida igualmente. O Tony disse: ‘Se você não gosta, você sabe o que pode fazer’.

Eu estava fornecendo muito material para a banda nesse momento, mas em relação a créditos de composição eu realmente não estava recebendo o que eu achava que deveria. Eu já tinha conseguido ter um álbum de sucesso sozinho, então eu precisava ser respeitado como compositor, e eu não acho que estava tendo isso com Mike e Tony. Eu acho que a agenda deles era sempre ter controle da banda. O Pete [Gabriel], que tinha sido uma parte imensamente importante da banda, sempre quis uma democracia, da mesma forma que o [guitarrista dos primórdios do Genesis] Anthony Phillips. A democracia nas bandas é um grande ideal, mas raramente funciona na prática porque para alcançá-la você precisa reconhecer todo mundo sendo igualmente talentoso quanto você, e eu acho que isso é difícil para algumas pessoas.

Complicado, hein? Você pode ler mais sobre isso na biografia que chega em 15 de Julho, disponível por este site.

 
Compartilhar