Neil Young
Foto de Neil Young via Flickr
 

A gigante da área de investimento Hipgnosis gastou no ano passado US$1 bilhão (o que representa mais de R$5 bilhões) na aquisição do catálogo de artistas renomados como Neil Young.

O canadense vendeu à empresa metade das suas músicas por nada menos que US$150 milhões (aproximadamente R$750 milhões). Já Shakira cedeu todas as suas 145 canções, entre elas “Hips Don’t Lie”, “She Wolf” e “Whenever, Wherever”, e a lista também inclui a obra de Lindsey Buckingham (Fleetwood Mac) e do grupo Blondie, além dos royalties do produtor musical Jimmy Iovine.

Em entrevista ao Music Week (via NME), o CEO da Hipgnosis Songs Fund, Merck Mercuriadis, comentou os negócios realizados nos últimos meses:

Nós estamos felizes em anunciar uma forte série de resultados anuais que mostra um ano marcante para a Hipgnosis. […] Esse forte retorno evidencia não apenas nossa habilidade de poder comprar e administrar bem nossas canções culturalmente importantes e extraordinariamente bem-sucedidas mas também a natureza altamente não correlacionada das canções consagradas.

Ainda que nunca teríamos desejado uma pandemia, ela não apenas demonstrou a natureza previsível, confiável e não correlacionada da renda proveniente de canções consagradas mas também acelerou a mudança no comportamento do consumidor para que ele consuma música por streaming.

As receitas têm sido bastante resistentes durante o curso desse ano incrivelmente desafiador e estão bem colocadas para um crescimento futuro com a adoção global do streaming superando todas as expectativas — vendo os 30 milhões de assinantes pagos quando começamos crescerem para 450 milhões de assinantes pagos hoje em dia até o que é previsto de 2 bilhões de assinantes pagos até o final da década.

Isso transformou a música de uma compra feita com discrição e luxo para ser basicamente um utilitário como resultado da conveniência e do acesso fornecido pelo streaming.

Quais serão os planos futuros para a Hipgnosis, hein? Vamos ficar de olho por aqui!

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