Quentin Tarantino no podcast de Joe Rogan
Reprodução/YouTube
 

Goste ou não de Quentin Tarantino, é inegável que o diretor é responsável por alguns dos maiores clássicos das últimas décadas do cinema.

Ele falou justamente sobre essa influência e as consequências disso em sua vida em uma participação recente no Joe Rogan Experience. Após um relato do apresentador sobre como Pulp Fiction mudou sua vida e pareceu ter mudado o escopo do cinema da época, Tarantino conta como sempre viu com bons olhos até mesmo os diretores que “copiaram” seus elementos:

As pessoas me perguntavam isso, tipo, ‘Ah, isso na verdade te incomodava?’. Teve um período de tempo nos anos 90 em que todo filme de crimes tinha essa coisa irônica e eles falavam de programas de TV e tocavam músicas de uma maneira estranha, e todo mundo era espertinho. E eles me perguntavam, ‘Isso te incomoda?’. E não, não me incomoda.

Primeiro, eu não acho que nenhum deles seja tão bom quanto o meu, então só faz com que o meu pareça cada vez melhor e o meu diálogo pareça cada vez melhor. Mas um dos meus diretores preferidos é o Sergio Leone, e eu sempre considerei que eu estava fazendo com os filmes de gângster tradicionais — tipo, sabe [Martin] Scorcese, ‘Os Bons Companheiros’, esse tipo de filme — o que ele estava fazendo com o faroeste tradicional quando ele fez os ‘faroestes espaguete’.

Não era como se eles só estivessem fazendo ‘Pulp Fiction’ ou ‘Cães de Aluguel’. Eles estavam tentando existir no mesmo subgênero de filmes de crimes que eu criei, que é o que todos os outros faroestes espaguete que vieram depois dos do Leone fizeram. Então o fato de que eles não estavam só copiando ‘Cães de Aluguel’ e ‘Pulp Fiction’… eu criei um subgênero em filmes de gângsters que não existia antes! E eles estavam tentando preencher esse subgênero, e isso era legal pra caralho!

Interessante essa perspectiva, hein? Você pode conferir esse trecho do papo pelo vídeo abaixo, e a conversa na íntegra está disponível clicando aqui (em inglês).

Quentin Tarantino falando sobre diretores que “copiaram” seus clássicos

 
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