Britney Spears e N SYNC
 

A grande virada do milênio no ano 2000 marcava a euforia latente em 2001. Para uns, a expectativa de um futuro melhor, completamente diferente, atravessado (quase que em todos os aspectos) pela tecnologia. Paralelamente à ascensão da internet, a estética futurista-robótica, as roupas de vinil e os inúmeros apetrechos coloridos permeavam o cotidiano.

Além disso, nessa época, o público adolescente passou a ser muito valorizado e contemplado comercialmente pela indústria mainstream. Seus anseios, aflições, desejos e angústias eram exteriorizados constantemente nas boy bands, girl bands e nos artistas solo que bombavam na época.

Outro fenômeno importante que aconteceu entre 2000 e 2001 foi a popularização em massa dos CDs. Uma virada crucial para que esses discos pudessem se disseminar mais fácil pelo globo. Começa a nascer aqui o processo de digitalização das músicas.

Hoje separamos uma lista com 5 discos memoráveis do pop mainstream da época. Discos produzidos por figuras importantes, outros que foram cruciais para lançar artistas em carreiras solo e até discos de estreia. Confira abaixo!

Kylie Minogue – Fever

Kylie Minogue - Fever

Fever é o oitavo disco da cantora e compositora Kylie Minogue. No decorrer de doze faixas, a artista consagra mais um projeto na levada disco, europop, club music e electro dance, permeado pela sensualidade do seu timbre vocal. Esse trabalho chega para firmar seu estilo de vez, além da sua forte presença na cena mundial.

Kylie fez seu primeiro sucesso internacional nos anos 80, com o single “Locomotion”. Os álbuns que ela viria a lançar a seguir foram importantes para a sua trajetória, mas foi apenas com Fever que ela voltou a ganhar um forte reconhecimento internacional (o maior da sua carreira até então).

Este disco é responsável pelo hit que a marca até hoje, “Can’t get you out of my head”, que também continua sendo seu single mais vendido. O único Grammy que Minogue ganhou em sua carreira foi pelo single “Come into my world” lançado neste álbum.

Britney Spears – Britney

Britney Spears - Britney (2001)

Britney Spears foi uma figura importante para ajudar a alavancar a indústria adolescente na música mainstream. Depois do lançamento do mega hit “…Baby one more time” e do seu respectivo videoclipe (completamente inserido no universo escolar), a cantora virou uma das vozes dessa geração que estava atravessando a puberdade.

Seu segundo disco também mira os dilemas dessa fase na vida. Mas seu terceiro álbum, Britney, surge como uma ruptura. Neste trabalho, Britney assina pela segunda vez consecutiva num disco as composições (em 5 faixas), e além de se assumir mais como compositora, neste álbum vemos uma Britney com dilemas mais “maduros”. Durante entrevistas na época, a própria artista chegou a afirmar que queria atingir um público novo, indo além daquele presente nos discos anteriores.

“I’m A Slave 4 U” é um dos maiores hits deste disco. Mas talvez o que você ainda não saiba é que Pharrell Williams é um dos compositores. Pharrell não é o único produtor e compositor a acompanhá-la neste disco. Max Martin foi responsável pela composição e produção de algumas faixas. Além da sua parceria de anos com a Britney, Martin é uma figura responsável por lançar diversos artistas ao mainstream.

É também nesse álbum que aparece a sua versão para o clássico “I Love Rock And Roll”.

*NSYNC – Celebrity

N Sync - Celebrity

O produtor Max Martin também assina algumas composições e produções deste disco. E ele não está só, já que outra figura que o acompanha é Pharrell Williams. Celebrity é o quarto e último disco do grupo *NSYNC. Desde sua estreia, a banda vinha fazendo grande sucesso pelo globo, inclusive, a temática de dualidade dentro do universo da fama é o que permeia as composições de Celebrity.

É importante relembrar o que ocorria com o grupo na época. O sucesso comercial foi gigantesco após o lançamento dos dois discos e o empresário da banda tentou tirar vantagem disso. Não levou muito tempo para que o grupo entrasse com um processo para tentar reaver seus lucros devidos por direitos autorais.

Com isso, surgiram muitos rumores de que a banda iria se separar, até que o álbum chegou com sucessos como “Pop”, um desabafo sobre a indústria da música.

Desde então, o favoritismo do público por Justin Timberlake já estava claro, e viria a se confirmar pouco tempo depois, com o grande alarde no lançamento do seu primeiro trabalho solo.

Alicia Keys – Songs In A Minor

Alicia Keys - Songs In A Minor

A relação de Alicia com a música começou cedo, desde os 17 anos ela já escrevia, arranjava, produzia e interpretava as suas canções no próprio piano. Songs in a Minor é o seu disco de estreia.

Em 1998, a artista tinha contrato assinado com a gravadora Columbia, mas a todo instante os executivos de lá insistiam que ela mudasse completamente os rumos de seu trabalho. Com isso, em 2001, o álbum é lançado da maneira que Alicia imaginava, só que pela gravadora J Records.

Seu sucesso foi imediato, na época estreou em primeiro lugar na Billboard 200. O primeiro single deste álbum, “Fallin'” foi responsável por projetar Keys para o estrelato internacional. Com o enorme sucesso e os respectivos prêmios de seus lançamentos seguintes, Alicia veio se consagrando como uma das maiores vozes do R&B e Soul de sua geração.

Destiny’s Child – Survivor

Destiny's Child - "Survivor"

Survivor foi o terceiro álbum de estúdio do trio Destiny’s Child. Desde o início, o grupo era agenciado por Mathew Knowles (pai da Beyoncé), o que sempre causou atritos dentro das integrantes, frente a um favoritismo familiar. Independente desta questão, Beyoncé foi se consagrando como a protagonista, para lançar pouco tempo depois (em 2003) seu primeiro trabalho solo.

Nos anos 2000, foi lançado o reboot do filme “As panteras”, que contou com “Independent Women Pt. I” como trilha sonora. O single ficou na parada número um da Billboard Hot 100 por onze semanas consecutivas, o que ajudou a promover mais ainda Survivor e a banda. Outra curiosidade é que, na época, como aconteciam as brincadeiras de que “ninguém sobreviveria na banda”, a gravadora Columbia pediu a Beyoncé que pegasse essa falácia e compusesse algo positivo dentro disso, daí o single “Survivor”.

Para além do sucesso comercial, Survivor é um disco que consagra a maturidade de suas integrantes. Acaba se desenhando como um trabalho perto da reta final do grupo. Após esse álbum, a Destiny’s Child só lançou mais um disco, conforme cada uma já se preparava para a carreira solo.