Minimoog Model D App
 

A Moog, lendária marca de sintetizadores com sede na Carolina do Norte, está sendo acusada de discriminação no local de trabalho, abuso verbal, agressão física e machismo em um processo.

De acordo com o jornal The Asheville Blade (via CoS), Hannah Green, ex-assistente de vendas da empresa, é quem está processando a marca em mais de U$ 1 milhão com o objetivo de “garantir que a Moog Music nunca mais faça isso com ninguém”.

Green foi contratada em 2018 e, em seguida, se tornou assistente pessoal do chefe do departamento. Ao fim daquele ano, ela já administrava 20 contas sozinha, mas nunca teve seu cargo atualizado ou, é claro, o salário. A profissional descreve a empresa como “um clube para meninos”.

Hannah ainda afirma que ouvia “piadas sobre pinto” e outros assuntos sexuais nos corredores — em uma situação, ela chegou a ouvir piadas sobre a morte de uma mulher.

Após a saída de uma chefe, Green se viu ainda mais rebaixada dentro da companhia, sendo boicotada em eventos e mais. Ao reclamar, a assistente ouviu que queria “virar a mãe” do departamento de vendas e, ao contar o ocorrido ao RH, não teve resposta.

Ainda em seu relato, Green afirma que Scott Brandon, um contratado novo, a destratava e fazia piadas de cunha misógino. Em um evento, ele chegou a agredi-la verbalmente e fisicamente. Ao reportar o caso ao RH, Hannah conta que o colega de trabalho “ganhou” uma semana de home office e teve sua mesa afastada da sua.

Ela conta:

Acho que as mulheres sempre tiveram que lidar com um certo nível de misoginia no local de trabalho. Parte disso sempre foi esperada, então ficamos insensíveis a essa ideia de que podemos e devemos ser tratadas com justiça por nossos empregadores. Depois de ver toda a documentação empilhada na minha frente, percebi que precisava fazer algo para garantir que a Moog Music nunca mais fizesse isso com ninguém.

Green entrou com uma ação na justiça federal em março deste ano.

Moog responde

Em declaração à Consequence of Sound, a Moog nega as acusações. A empresa ainda afirma que que Green entrou com uma acusação de discriminação com a Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego dos EUA, que foi investigada e rejeitada.

Leia a declaração na íntegra abaixo:

Reconhecemos que a discriminação e o abuso são muito comuns nos locais de trabalho em todo o mundo e somos aliados daqueles que são vítimas desses comportamentos imperdoáveis. Confiamos que as pessoas que conhecem nossa organização, estiveram em nossas instalações e interagiram com nossos funcionários, sabem que eles são pessoas amorosas e respeitosas. Nossa liderança executiva (50% mulher/média de mandato feminino de 9 anos) continuará a se concentrar em fornecer um ambiente seguro e estimulante para nossos funcionários, e não terá mais nada a dizer sobre este assunto até que o processo seja encerrado.

Complicado.

 
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