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Foto por StockSnap via Pixabay
 

O YouTube está buscando se destacar positivamente na indústria da música e, para comprovar isso, a empresa revelou alguns dados impressionantes.

De acordo com uma publicação no Blog Oficial do YouTube feita pelo chefe global de música da plataforma, Lyor Cohen, o YouTube pagou mais de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) à indústria da música durante o ano passado (via Digital Music News). Desse valor, ele destaca que 30% é de conteúdo gerado pelo usuário (UGC):

Os vídeos movidos por fãs sempre floresceram no YouTube […] ajudando os artistas a aumentar seu público e emplacar canções ao redor do mundo. Estamos entusiasmados com o fato de agora também se tornar uma fonte significativa e incremental de receita, juntamente com o conteúdo de música premium.

Em termos de comparação, o Google, que é proprietário do YouTube, informou em seu relatório de ganhos do primeiro trimestre de 2021 que a plataforma conseguiu arrecadar US$ 6 bilhões em anúncios durante os primeiros três meses do ano, contra cerca de US$ 4 bilhões em receita de anúncios durante o mesmo período em 2020.

O executivo, ex-CEO de música gravada da Warner Music, ainda descreve no post que o YouTube tem como objetivo, enquanto plataforma de audiovisual, se tornar o principal gerador de receita para a indústria musical, ajudando os artistas ao redor do mundo a construírem suas carreiras.

Apesar de trabalhar com gestão de música há muitos anos, Cohen confessa que sua mãe, que já é idosa, ainda pergunta o que ele faz para sobreviver e conta a resposta poderosa que dá a ela:

Construir a melhor experiência musical para os fãs e capacitar todos os artistas a desenvolverem suas carreiras são [coisas] essenciais para nós. Eu não poderia estar mais animado com o futuro da indústria musical. Hoje em dia, quando minha mãe me pergunta o que eu faço para viver, digo a ela que estou ajudando a garantir que o próximo Kurt Cobain não precise se tornar um dentista.

Em outro trecho da publicação, o chefe global de música da plataforma indica que com o YouTube tendo um bom nível de publicidade em 180 países e um bom retorno de assinaturas em 96 países, os anunciantes conseguem alcançar públicos “que não encontram em nenhum outro lugar”.

Ele também aponta que a plataforma vem “monetizando todas as experiências musicais” e segue em busca de novas fontes de receita seja na forma de mercadorias, shows virtuais, associações ou produtos digitais.

Apesar do pagamento com valor altíssimo feito pelo YouTube para a indústria da música no último ano, é importante lembrar que a plataforma ainda é muito criticada por sua taxa de royalties por visualização, que segue sendo menor do que a quantia fornecida pelo Spotify, Deezer, Apple Music e outros.

A publicação não deixa claro se, após alcançar a considerável quantia total que foi paga pelo YouTube, os criadores independentes terão um retorno maior da plataforma.

 
 
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