Geddy Lee (Rush)
Foto de Geddy Lee via Shutterstock
 

Falando em uma nova entrevista com a revista Classic Rock, o sempre ótimo Geddy Lee, do Rush, revelou uma de suas experiências mais marcantes de sua vida ao relembrar o dia em que assistiu a um show do Led Zeppelin em 1969.

Foi no dia 18 de Agosto daquele ano que a lendária banda passou pelo The Rock Pile, em Toronto, no Canadá, e teve Geddy e seus companheiros de banda Alex LifesonJohn Rutsey (primeiro baterista do Rush) na plateia. Na conversa, Geddy contou:

Eles estavam fazendo dois shows. Nós estávamos no primeiro show. Eu fui com o John Rutsey e com o Alex [Lifeson]. Era a pista comum. Nós ficamos na fila por horas. Nós entramos e nós sentamos na segunda fileira. E eu juro que eles não entraram no palco — eles flutuaram até lá. Eles literalmente fizeram a casa cair, porque no final da noite havia gesso caindo do teto.

Eu me lembro de quando o primeiro álbum [do Led Zeppelin] foi lançado. Nós esperamos na nossa loja local Sam The Record Man em Willowdale, pegamos o disco, corremos até a minha casa, colocamos pra tocar e sentamos na minha cama ficando malucos com ‘Communication Breakdown’. Eles eram uma influência enorme, enorme para nós. Nós queríamos ser eles instantaneamente.

Mas as coisas deles eram difíceis de tocar. Nós tentamos fazer uma série de canções do Zeppelin quando tocávamos em bares, mas a gente sentia que não conseguia. Nós tivemos ‘Livin’ Lovin’ Maid’ no nosso set por um tempo, no entanto.

Já pensou que experiência incrível? Aliás, você pode ter um gostinho de como foi esse show de 1969 pelo vídeo ao final da matéria.

Geddy Lee, Rush e o Led Zeppelin

Ainda no mesmo papo, Lee falou sobre como o Led Zeppelin ia muito além da definição tradicional do que era Heavy Metal:

A frase ‘Heavy Metal’ não cabia para o Zeppelin. Eles tinham um som que constantemente surpreendia. Eles usavam influências e eles arriscavam coisas que outras bandas de Heavy Metal simplesmente não concebiam, talvez pela faísca das letras do Robert Plant.

Ele tinha aquela grandiosidade meio ‘Tolkienesca’ [de J.R.R. Tolkien, de ‘O Senhor dos Anéis’] em relação às suas letras, e as pessoas não gostam disso na escrita dele, mas eu gosto. Eu amo a simbologia que ele usa. E é a combinação da forma que o violão do Jimmy [Page] é usado e a presença daquele pano de fundo do Blues. Dá à música deles muito mais profundidade do que a sua banda média de Heavy Metal.

Aí sim, hein!

 
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