Em recente entrevista, o vocalista e baixista do Primus, Les Claypool, esclareceu alguns fatos sobre o famoso teste que havia feito para entrar no Metallica em 1986, depois da morte do guitarrista Cliff Burton.

O lendário músico revelou que conhecia Kirk Hammett desde a época da escola, o que contribuiu para que a banda liderada por James Hetfield topasse realizar um teste com ele.

Falando à Kerrang! (via Blabbermouth), Les comentou que não fazia muita ideia do que estava acontecendo até chegar para fazer o teste e ter a dimensão real do que acontecia a sua volta:

Para ser honesto, eu não estava na vibe do metal naquele tempo. Eu apenas sabia que era a banda do meu amigo Kirk (Hammett) e que eles estavam indo muito bem. Foi somente na hora do teste que me toquei do que realmente estava acontecendo. Era uma parada pesada, o teste, e eu não percebi até chegar lá que era sério de verdade. No final das contas, eu fantasiei sobre largar meu emprego como carpinteiro e ir fazer turnê com eles (Metallica) pelo Japão, mas eu não fui escolhido para o show.

Claypool também afirmou que não teria durado muito tempo dentro do grupo antes de ser expulso pelos outros integrantes:

Eu teria durado apenas um ou dois meses antes de ser chutado do grupo. Eles já têm bastante estrelas por lá, não precisam de um cara como eu. E o cara que eles têm agora é inacreditável. Robert Trujillo é um dos caras mais legais e doces que eu já conheci nessa indústria, e o jeito como ele toca é inacreditável.

Declaração de James Hetfiled

O frontman do Primus também desmentiu que James Hetfield teria dito a frase, “Cara, você é tão talentoso. Vá fazer algo maravilhosamente estranho do seu jeito”.

Segundo Claypool, ele “definitivamente não disse isso” durante o teste:

Ele disse depois durante uma entrevista, o que foi algo muito legal da parte dele. Eu acho que eles pensaram que eu era um maluco. Eles foram muito legais — Lars [Ulrich, baterista] foi particularmente legal … Eu acho que James pensou que eu era tipo um bandido. Coloque dessa forma. Eu definitivamente não me saí bem.

No fim deu tudo certo e é isso que importa, não é mesmo?

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