Chris Cornell do Soundgarden em 2012
Foto de Chris Cornell via Shutterstock
 

A família de Chris Cornell segue resolvendo pendências relacionadas ao falecimento do músico em 2017.

Enquanto a briga judicial com o Soundgarden ainda segue acontecendo, pelo menos um capítulo chegou ao fim: segundo informações da Rolling Stone (via NME), a família Cornell chegou a um acordo com o médico Robert Koblin, que cuidava do vocalista.

O processo foi iniciado em 2018, cerca de um ano e meio após a morte de Chris, e culpava o doutor por ter prescrito oxicodona ao músico e nunca ter feito exames ou estudos clínicos para monitorar a resposta ao tratamento.

A família acredita que a droga pode ter tido um papel na morte do cantor, ainda que o relatório do legista tenha deixado claro que nenhuma das substâncias encontradas em seu corpo na autópsia contribuíram para a causa da morte.

Além disso, Koblin é acusado de não ter avisado Cornell dos possíveis efeitos colaterais de tomar Lorazepam. O vocalista recebeu receita para 940 doses da medicação em 2015 e, de acordo com sua família, um “indivíduo propenso ao vício” como ele não deveria ter recebido uma quantidade tão grande.

Apesar do acordo, o médico negou as acusações e afirmou que Chris estava “bastante ciente” dos efeitos colaterais e perigos dos remédios, tendo escolhido “não ser informado” sobre os riscos. Ele também diz que suas receitas foram feitas de acordo com a necessidade do paciente.

Os valores do acordo não foram revelados.