Marilyn Manson
Foto via Wikimedia Commons
 

Os últimos meses têm sido bastante assustadores a respeito de atitudes de Marilyn Manson.

Após as acusações de assédio disparadas por Evan Rachel Wood, Rose McGowan e outras mulheres que se envolveram com o roqueiro no âmbito pessoal ou profissional, recentemente foi a vez de Esmé Bianco (“Game of Thrones”) vir à público contar a sua história.

História essa que agora ganha mais um capítulo. De acordo com informações da Rolling Stone, a atriz processa tanto Manson, por estupro e tráfico humano, quanto seu antigo empresário, Tony Ciulla (este responde apenas pela segunda acusação).

“O Sr. Warner (em referência ao nome de batismo de Marilyn Manson, Brian Warner) se utilizou de drogas, força e ameaças físicas para coagir sexualmente a Srta. Bianco em diversas ocasiões. O Sr. Warner estuprou a Srta. Bianco em Maio de 2011,” diz um trecho do processo judicial.

O documento legal cita que Manson cometeu atos sexuais com Esmé enquanto ela estava inconsciente e incapaz de consentir o coito.

Esses atos incluem espancamento, mordidas, cortes e chicotadas, machucando as nádegas, seios e genitais da Srta. Bianco — tudo sem o consentimento da requerente.

Auxílio às vítimas

Ainda segundo a Rolling Stone, hoje em dia Esmé busca ajudar vítimas de abuso doméstico e destaca a impunidade de pessoas com dinheiro e poder.

“Como milhões de sobreviventes iguais a mim sabem, o nosso sistema legal está longe de ser perfeito. Por isso eu ajudei a criar o Phoenix Act, uma lei que auxilia no processo de cura de sobreviventes da violência doméstica. Mas enquanto eu brigo contra o sistema, eu também corro atrás do meu direito de expor o meu abusador, utilizando todos os meios possíveis,” disse Bianco.

“Por muito tempo, meu abusador permaneceu intacto, protegido pelo dinheiro, fama e uma indústria que faz vista grossa para estes casos. Apesar de tantas bravas mulheres que resolveram se manifestar contra Marilyn Manson, incontáveis sobreviventes permanecem em silêncio, e algumas dessas vozes nunca serão ouvidas. Minha esperança é que, ao levantar a minha voz, eu ajude a fazer Brian Warner parar de destruir mais vidas e estimular outras vítimas a denunciar seus agressores,” completou Esmé.

A gente deseja que Marilyn Manson pague pelo que tiver de pagar e que o horror exposto por casos como este conscientizem a população, as autoridades e a indústria do entretenimento.

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