Trent Reznor, do Nine Inch Nails
Foto via Shutterstock
 

Quem acompanhou o início de carreira do Nine Inch Nails sabe que a banda surgiu como algo extremamente diferente ali no final dos anos 80.

Na época, algo como o que viria a ser chamado de Rock Industrial era apenas um protótipo e não há dúvidas da importância e do pioneirismo que Trent Reznor e companhia tiveram. No entanto, como sempre acontece quando surge algo novo e tão diferente, havia muitas dúvidas sobre a possibilidade de sucesso e encontrar uma gravadora disposta a investir era uma tarefa difícil.

Em 1988, no entanto, a TVT resolveu assumir o risco e assinou o NIN, lançando seu álbum de estreia Pretty Hate Machine em 20 de Outubro de 1989. Na época, apesar do “voto de fé”, o executivo Steve Gottlieb não tinha tanta confiança assim no sucesso e, quando o disco foi lançado, Gottlieb chegou a dizer que o trabalho era um “aborto” e que Trent havia “fodido o que poderia ser uma boa carreira”.

Acontece que ele estava bem errado e, meses depois, PHM chegou à marca de 1 milhão de cópias vendidas. O sucesso estrondoso fez Steve reagir de uma maneira ainda pior, basicamente encomendando que Reznor repetisse a receita e ordenando que ele conseguisse vender 4 milhões de seu próximo disco, tudo isso enquanto pagava mal o músico e fazia lançamentos sem nexo como um EP de “Head Like a Hole” com duração maior do que o disco completo.

Quem conhece o líder do NIN sabe o quanto a liberdade criativa é importante para ele e, por isso, o cara acendeu com força o seu sinal de alerta. A solução encontrada foi maravilhosa para os fãs: em segredo, Trent começou a gravar um novo trabalho que viria a ser nada menos do que o aclamado Broken, lançado em 1992.

O EP conseguiu sair do papel depois de muita negociação e de um encontro com Jimmy Iovine, fundador da Interscope Records, que apostou na banda e ajudou a fechar um acordo com a TVT. Não dá pra dizer que o acordo foi necessariamente justo — em troca do fim do contrato, o NIN teria que pagar royalties de lançamentos futuros à gravadora que, apesar de ter lhes dado sua primeira chance, parecia mais disposta a atrapalhar do que ajudar.

Para os fãs e para a liberdade criativa de Reznor, no entanto, uma baita vitória. Com canções como a incrível “Wish”, o Nine Inch Nails se estabeleceu de vez com o lançamento de Broken e nunca mais saiu da linha principal do Rock moderno.

 
 
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