Bruno Duque e Daniel Pandeló Corrêa são os convidados do terceiro episódio da quarta temporada do Fast Forward Podcast
   

Durante o período de pandemia, muitos aspectos que já pareciam difíceis para se começar uma carreira artística do zero se intensificaram ainda mais.

Sem os palcos como aliados, restaram as lives, o formato de lançamento no digital dos streamings de música e muitos desafios para quem está começando a trilhar seu caminho na música. Para atualizar o que tem sido feito atualmente no mercado, o Fast Forward Podcast recebeu Daniel Pandeló Corrêa, sócio e fundador da Build Up Media, e Bruno Duque, Head do TuneCore Brasil e Latam. Confira!

O que mudou desde março de 2020?

Para Daniel, o início da pandemia e isolamento social foi o momento mais desafiador dos últimos anos. “Enviamos mais de 60 notas cancelando shows”, contou o comunicador, destacando que já percebe que as pessoas estão se acostumando e que, muitas vezes, as estratégias já chegam pensadas sem considerar shows, eventos ou outro tipo de apoio impossibilitado de se realizar. “Um material feito durante a pandemia já não é mais um diferencial”, concluiu. 

Segundo Bruno, a distribuição está tendo resultados muito satisfatórios. “O digital trouxe um conforto para os artistas, se mostrou uma opção para eles se manterem vivos”, destacou. Além disso, o Head da TuneCore apontou que um dos grandes segmentos que cresceu durante esse período foi o consumo de música gospel.

Novos caminhos para novos artistas

A quantidade de lançamentos simultâneos é muito grande hoje em dia, é possível perceber, por exemplo, com o aumento na quantidade de materiais nas playlists oficiais das plataformas às sextas-feiras. “Trancaram os artistas em casa e eles foram produzir! Mas com isso muitos saíram da sua zona de conforto também”, lembrou Daniel, destacando que hoje só o lançamento não é mais um diferencial, é necessário um conceito para chamar atenção daquele material. 

Por outro lado, a TuneCore tem feito parcerias e iniciativas para ajudar e educar os artistas a gerirem os seus projetos. “As ferramentas, tecnologias e plataformas estão ai, eles precisam ver que eles podem alavancar suas carreiras sem precisar se apoiar em selos e grandes times”, contou Bruno. 

De todo modo, não é uma obrigação do artista ser sempre produtivo. Para os convidados, um projeto precisa fazer sentido e ter um propósito para ser lançado. É preciso, acima de tudo, de bom senso! Outras dicas você confere escutando o episódio completo no seu tocador de podcasts de preferência.