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Crédito: André Mello
   

Neste domingo (11), aconteceu pelo YouTube a cerimônia de encerramento e premiação da 1° edição do Festival Brasileiro de Cinema Cômico.

O filme de Fábio Brandão na disputa, Story.telling, foi escolhido pelo público para levar o Troféu Abacaxi entre sete produções que concorriam na categoria Mostra Fluminense.

Os prêmios do júri popular foram completados por O Homem que Virou Meme, que venceu a Mostra Xôfem, e Um Amor em Quarentena, que ganhou a Mostra Competitiva.

Ao todo, foram 32 curtas que participaram do evento, que teve ótima audiência.

Estreia recente

Story.telling, roteirizado por Fábio junto com Rafael Schubert e Silvio Gonzalez, estreou em 13 de Março, antes do lockdown nacional, com exibição fechada para elenco e equipe po causa da COVID-19.

Para realizar a sessão, Brandão quis garantir que, além dos protocolos dos cinemas diante da pandemia como aferição da temperatura e uso de máscaras, as medidas de segurança no local fossem ainda mais endurecidas.

Número reduzido em sala gigante

Dentro de uma sala de cinema para 300 pessoas, foram liberados apenas 40 poltronas para a estreia de Story.telling com o propósito de manter uma distância mais que segura entre os presentes.

A exibição foi apresentada por Fábio Brandão junto com a CEO da SLK Comunicação, Roby Amaral, responsável pela produção-executiva da obra.

Também estavam presentes Schubert e Gonzalez, que, além do roteiro, estrelam o filme ao lado de Raphaela Palumbo, que não pôde comparecer (o mesmo aconteceu com Ana Clara Lima).

O elenco conta ainda com Giovanna Muricy, Mauricio Piancó, Daniel Baroni, Luca Porto e Allan Miranda.

Na fala de abertura, Brandão lembrou da pandemia e explicou que todos os cuidados foram tomados para que as pessoas pudessem comparecer sem correr risco algum.

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Diretor Fábio Brandão apresenta a sessão fechada de ‘Story.telling’. foto: André Mello

“Esse é o nosso quarto projeto e incrível a nossa experiência de troca. A gente antecipou essa reunião aqui hoje por causa da seleção no Festival de Caruaru e seria muito vacilo o filme ser exibido publicamente sem vocês terem visto,” disse Brandão, se dirigindo a sua equipe e elenco.

“Até porque quem vai assistir e não faz parte disso aqui vai ver um filme, e quem assistir e tiver feito parte disso aqui vai ver outro filme. É uma jornada nossa,” completou Roby.

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Roby Amaral fala antes da exibição de ‘Story.telling’. foto: André Mello

“Esse é o meu primeiro filme. Tem o Fábio (Brandão), que eu considero um mentor na minha carreira, e tem o Silvio (Gonzalez), que é o meu melhor amigo. Eu me juntei às pessoas mais certas possíveis para estarem do meu lado e criarem isso que a gente viu na telona,” comemorou Schubert.

“Eu não acreditei quando deu o ‘corta’. Eu acreditei no grito do Fábio (Brandão). Porque quando deu o ‘corta’, rolou um silêncio. Eu tenho a perfeita imagem de todo mundo parado no set e só quando o Fábio gritou é que todo mundo levantou,” brincou Silvio sobre o término das filmagens.

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Os roteiristas Silvio Gonzalez e Rafael Schubert posam ao lado do cartaz de ‘Story.telling’. foto: André Mello

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O novo curta-metragem de Fábio Brandão foi rodado no final de 2019 em um plano-sequência real, de 26 minutos, e foram necessários três meses de ensaios para a equipe se preparar para o projeto. As gravações aconteceram durante três dias envolvendo quase 40 profissionais.

Na história, repleta de metalinguagem, dois roteiristas (Schubert e Gonzalez) se reúnem em uma casa sinistra para escrever um filme de terror, que vai acontecendo “ao vivo” ao mesmo tempo em que comentam, e traçam os rumos e ações de cada personagem.

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