Michale Graves ex-Misfits
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Michale Graves, ex-vocalista do Misfits, pode ser uma testemunha de defesa do grupo de extrema-direita neonazista Proud Boys — aquele que recebeu e retribuiu o apoio de Donald Trump nos EUA — no caso da invasão ao Capitólio em 6 de Janeiro, afirma a Reuters (via Blabbermouth).

O cantor é parte da organização desde 2020, quando anunciou que estava ao lado do hoje ex-presidente e que se identificava com os ideais do coletivo. Quatro dos líderes dos Proud Boys irão a julgamento por serem acusados de “conspiração”, ou seja, por terem supostamente planejado a invasão ao prédio que deixou cinco mortos.

Na entrevista com a Reuters, Graves contou que recebeu um convite para se apresentar em um evento privado do grupo justamente no dia 6 de Janeiro, entre as 15h e as 16h do horário local. O show acabou nunca acontecendo, uma vez que tanto o cantor quanto seu empresário viram o caos emergir na capital dos EUA e resolveram desaparecer.

Ele alegou ainda que “esses caras têm dificuldade em fazer um pedido no McDonald’s”, tentando explicar por que seria impossível que eles tivessem participação no planejamento do ataque. Os advogados de defesa dos líderes corroboram a informação, dizendo que o planejamento do show de Graves serviria como prova de que eles não estão envolvidos na invasão ao Capitólio.

Há relatos, no entanto, de mais de 1500 mensagens trocadas entre os membros dos Proud Boys em aplicativos criptografados combinando formas de obstruir a certificação da vitória de Joe Biden no Colegiado Eleitoral; era exatamente esse o evento que acontecia no Capitólio quando a invasão ocorreu.

Ainda não há data para o julgamento e não houve posicionamento oficial sobre a presença de Graves no tribunal.

Michale Graves

Michale Graves foi vocalista dos Misfits entre 1995 e 1998 e depois entre 1998 e 2000, participando dos discos American Psycho (1997) e Famous Monsters (1999).

Em 2019, vale lembrar, Graves teve uma passagem conturbada pelo Brasil que terminou com troca de ofensas nas redes sociais entre o vocalista e a equipe que produziu seus shows por aqui.

Na época, ele alegou que a passagem pela América Latina foi um “pesadelo” por falhas dessa equipe; por outro lado, a produtora alegou que ele “fugiu” da turnê e foi a um resort nos EUA.