O R.E.M construiu ao longo de três décadas uma carreira recheada de discos clássicos e hits mundiais que até hoje tocam nos quatro cantos do planeta fazendo jus a uma das mais bem sucedidas discografias do rock mundial.

Em 2011, a banda lançou Collapse Into Now, que seria o último capítulo dessa história que teve início em 1980 na Georgia, Estados Unidos, com Michael Stipe (vocal), Peter Buck (guitarra), Mike Mills (baixo) e Bill Berry (bateria).

O disco não emplacou hits mundiais do calibre de “Losing My Religion”, “Stand” ou “Shiny Happy People”, mas foi bem recebido pela crítica e pelos fãs sucedendo o também elogiado Accelerate (2008), que chegou ao segundo lugar da Billboard três anos antes.

Collapse Into Now faz um bom resumo do que o R.E.M mostrou em três décadas de atividades com músicas como “Discoverer” e “All The Best”, que resgatam o rock alternativo clássico de grandes momentos da banda.

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Outros grandes destaques são as belíssimas “Every Day Is Your To Win” e “Oh My Heart”, que nos remetem imediatamente à pegada de hits como “Everybody Hurts”.

Sobrou espaço até para dar um salto maior no passado e relembrar o rock visceral de guitarras que a banda fazia no início da carreira com a ótima “Mine Smell Like Honey”, que poderia muito bem estar no álbum Murmur (1983), responsável pelo começo de tudo na vida do R.E.M.

Desde a capa onde Michael Stipe aparece na foto acenando com um tchau e as participações de grandes amigos da banda como Eddie Vedder e Patti Smith, aqui tínhamos sinais de que o disco realmente parecia um final planejado.

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Alguns meses depois do lançamento, em setembro do mesmo ano, o R.E.M se despediu de forma oficial do público com uma breve nota em seu site que dizia:

Aos nossos fãs e amigos: como R.E.M., e como grandes amigos e colaboradores, decidimos nos separar como banda. Nos despedimos com um grande sentimento de gratidão, completude e orgulho de tudo que conquistamos. A qualquer pessoa que se sentiu tocada pela nossa música, nossos maiores agradecimentos por ouvi-la.