Justin Bieber e Martin Luther King
Fotos via Shutterstock e Wikimedia Commons
 

Na última sexta-feira (19), Justin Bieber divulgou seu aguardado novo disco Justice.

Como o próprio nome dá a entender, o trabalho vem com alguns temas de justiça social em meio ao caos político que toma conta dos EUA e do mundo. Justamente por isso, Bieber achou que seria interessante usar samples do famoso ativista Martin Luther King em algumas das faixas.

É com uma fala dele que o álbum começa (“Injustice anywhere is a threat to justice everywhere”, ou “Injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar” em português) e também há uma canção intitulada “MLK Interlude” — como o nome diz, um interlúdio baseado em um discurso de King em 1967.

As ações do artista não foram vazias, já que ele anunciou antes mesmo da chegada do álbum uma campanha de justiça social que daria apoio a caridades como a Iniciativa pela Justiça Igualitária e tantas outras.

Entre estas estava o King Center, fundação comandada por Bernice King, filha de Martin Luther King, que contribui para manter vivo o ativismo pregado pelo ativista. Em meio às críticas que tomavam as redes sociais, Bernice publicou uma mensagem de apoio a Bieber:

Cada um de nós, incluindo artistas e pessoas do entretenimento, pode fazer algo. Obrigada, Justin Bieber, por seu apoio, em nome de ‘Justice’, do trabalho do King Center e da nossa campanha #BeLove, que é parte do nosso movimento global pela justiça.

Vale lembrar que, naturalmente, Justin só pôde utilizar as gravações de King com a aprovação de sua família; isso significa que não foi uma surpresa e já havia um acordo prévio entre as partes, ou seja, Bernice e os outros representantes de Martin concordaram com o uso dos samples.

Ainda assim, as críticas foram fortes em especial pelo fato de Justin dar a entender que o disco giraria em torno do tema de justiça social mas, na verdade, as letras em grande parte tratarem de temas como romance e relacionamentos.