Chris Cornell e Tom Morello (Audioslave)
Foto: Reprodução / Instagram
   

Tom Morello está relembrando seus tempos de Audioslave nos últimos dias.

Em entrevista ao The Howard Stern Show (via Alternative Nation), o guitarrista contou um pouco sobre a separação do Rage Against the Machine. A situação levou os membros da banda — menos Zack de La Rocha – a procurar um novo projeto.

Leia:

O que fizemos quando o Rage se separou foi: fomos até a casa do [produtor] Rick Rubin, e Tim [Commerford], Brad [Wilk] e eu pensamos, ‘O que vamos fazer?’. A gente estava ouvindo muito o ‘Badmotorfinger’ do Soundgarden, e dissemos: ‘Talvez devêssemos falar com aquele cara’. Foi um começo interessante, particularmente pela música ‘Slaves and Bulldozers’.

Morello ainda seguiu, falando da influência do disco do Soundgarden em sua vida:

O ‘Badmotorfinger’ foi extremamente influente para mim, e acho que o Soundgarden, Chris Cornell em particular, ajudou a resgatar o hard rock nos fãs como eu, que adoram grandes riffs, riffs pesados ​​de rock. Mas muitas vezes eu não conseguia me identificar com as letras das outras bandas, que eram sobre o diabo ou groupies, nenhuma das quais significava algo para mim.

Tom falou, então, que foi encontrar Cornell em seu “castelo solitário de Ojai, a uma hora e meia de Los Angeles” junto de Rick Rubin, dirigindo a sua van, uma Chevrolet Astro 1985: “Rick não saía de casa sem um Rolls Royce, então dava pra ver que a coisa era séria quando ele topou entrar no meu veículo”:

Então, nós dirigimos até lá, à noite, nessas ruas arborizadas parecidas com a da Transilvânia, e chegamos ao topo. Lá estava a mansão meio fantasmagórica de Chris, com algumas motocicletas na frente e uma longa escada.

Rick e eu encostamos e as portas se abriram no estilo ‘Família Addams’, sem ninguém mexendo nelas. E aí veio Chris, quase 2 metros de altura, e ele vem meio que lentamente descendo os degraus. Rick se vira para mim e diz: ‘Vamos dar o fora daqui!’

Foi tipo, ‘As nossas almas estão em perigo.’ Mas felizmente elas não estavam. Foi esquisito. Não foi tipo, ‘Hey caras, entrem!’ Mas, felizmente, nós seguimos adiante.

Que história, hein?