Diplo
 

Um dos produtores mais conceituados do mundo, Diplo se declarou para o Funk carioca em uma nova entrevista ao G1.

Questionado sobre o tema, o DJ dos EUA definiu o gênero como “o Punk Rock do gueto”, dizendo que quando foi ao Brasil se sentiu uma “testemunha das festas, das pessoas, dos lugares” e se apaixonou pela “coisa tão caótica e linda” que é a cena dos bailes — ele ainda explicou que enxerga o Funk como uma “mistura perfeita de Miami Bass e Punk Rock”.

Crescido na Flórida, Diplo teve forte contato com o Miami Bass durante seu crescimento e isso só fez o cara se impressionar ainda mais com o som brasileiro. Ele relembra a sua passagem por aqui há 15 anos com muito carinho:

Isso foi 15 anos atrás, com Mr. Catra, DJ Marlboro. Eu estava trabalhando com o Bonde do Rolê, que eram uns garotos do gueto (sic) de Curitiba. E aí foi doido. A gente saiu do Brasil e foi fazer Funk na Europa.

Tinha o Daniel Haaksman na Alemanha. Ficou grande. E voltamos com a M.I.A. com “Bucky Done Gun”. Foi divertido. Tinha um funk “The Book Is on the Table” que tocava muito em São Paulo, mas acho que não tinha muito lá.

O produtor também elogiou Anitta e Pabllo Vittar por quebrarem a barreira do Funk e adicionarem elementos Pop, além de serem mulheres e “sexy” nesse meio. Ao responder sobre as críticas que o gênero recebe por aqui, deixou bem claro que tentar proibi-lo é impossível e citou um exemplo do seu país:

Não dá para banir a música. É idiota e é impossível. A gente tentou fazer isso nos EUA com o 2 Live Crew vinte anos atrás e eles explodiram, viraram primeiro lugar. Então tentem [proibir o Funk] para ver. Vai ser louco. Não vai dar pra fazer isso, vai explodir na cara de quem tentar. Música é música. Não dá pra controlar isso com regras ou com a lei.

Se você quiser ler a entrevista completa, é só clicar aqui.

 
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