Sérgio Britto fala do estado do Rock e elege seus discos preferidos dos Titãs

Em entrevista ao podcast TMDQA!, cantor falou sobre álbum novo dos Titãs, vacinação no Brasil e a desvalorização do rock nacional.

Sérgio Britto, do Titãs
Sérgio Britto em entrevista ao Podcast TMDQA!

O último Resumo da semana, programa de lançamentos e notícias musicais do Podcast TMDQA!, trouxe um papo com Sérgio Britto por conta do disco Titãs Trio Acústico.

Uma das maiores bandas brasileiras segue experimentando com a formação atual, completada por Branco Mello e Tony Bellotto. Depois de lançar três EPs no ano passado com versões “cool” de seus maiores hits, o grupo decidiu reunir todas elas em um álbum.

Sérgio nos contou que esse foi um pedido dos fãs, que queriam ter o trabalho físico, e que serve também como um resgate e uma homenagem ao Acústico MTV (1997), uma das unanimidades na discografia da banda.

O músico, aliás, contou pra gente que esse é um dos seus discos favoritos dos Titãs, junto com Cabeça Dinossauro (1986) e Õ Blésq Blom (1989). Ele justificou as escolhas no trecho da entrevista que você pode assistir mais abaixo, no IGTV do Podcast.

Desvalorização do rock

Após o que chamou de “golden years” dos Titãs no fim dos anos 80, Britto considera que o rock chegou a outro patamar no Brasil. Mas, para ele, as inovações das bandas brasileiras nunca foram valorizadas.

Houve uma fase de tratar o rock como algo menor na música brasileira. Mas teve uma época nos anos 80 que a gente entrou na sala de estar e começou a conversar com as grandes figuras da MPB. Mas parece que agora fomos tirados dessa sala e colocados de canto. Um pouco disso é por essa argumentação de que é uma copia do que se faz lá fora. Isso é de uma falta de inteligência e cuidado em ouvir e comparar. É claro que tem bandas que se espelham durante uma fase ou outra, mas no Brasil se ganha outra cara. Você não pode falar que a Legião Urbana imita o The Smiths. O Renato canta de um jeito totalmente dele. Os Titãs imitavam o Talking Heads só porque o Arnaldo dançava daquele jeito? O Cabeça Dinossauro tem uma sonoridade de vocais cantados em uníssono, gritados, músicas que são quase slogans. Eu não vejo uma banda gringa fazendo algo como nós.

Assista a um trecho desse papo ou ouça o episódio completo do podcast com Sérgio Britto nos players abaixo. Siga nossos programas no seu aplicativo de podcasts favorito!

 

 

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