Questlove (The Roots) faz estreia como diretor
Fotos via Wikimedia Commons e Divulgação
 

Questlove é muito conhecido por seu trabalho na música com o The Roots, seja nos palcos pelo mundo ou acompanhando Jimmy Fallon em seu talk show na TV dos EUA.

Mas já faz algum tempo que o baterista tem ganhado um status de ícone cult e isso se concretiza de uma maneira espetacular em sua estreia como diretor de cinema. Seu primeiro filme se chama Summer of Soul (Or, When the Revolution Could Not Be Televised) [“Verão do Soul (Ou, Quando a Revolução Não Poderia Ser Televisionada)”] e é óbvio que a obra envolve a música diretamente.

Conforme conta a IndieWire em uma resenha do longa que foi exibido no festival de Sundance, o tema da produção é o Harlem Cultural Festival de 1969, um evento que ficou conhecido como “Woodstock Negro”.

“Woodstock Negro”

Já se passaram mais de 50 anos desde que esse festival reuniu nada menos que Nina SimoneSly and the Family StoneMavis Staples, B.B. KingGladys Knight and the PipsDavid RuffinBabatunde OlatunjiMongo Santamaría e muito, muito mais.

Por incrível que pareça, tudo isso foi capturado pelo cineasta Hal Tuchin e ficou guardado até que Questlove decidiu desenterrar as filmagens e compilá-las em um documentário que promete emocionar e ensinar mais sobre um período tão importante da cultura dos EUA — em especial para os negros.

IndieWire conta que logo em uma das primeiras cenas podemos ver uma frase que dita o ritmo de tudo: tratava-se de um ano em que “o ‘Negro’ morreu e o ‘Preto’ nasceu”. Isso tudo coincidiu com um sentimento que ecoava após os assassinatos de Martin Luther King Jr. e Malcolm X, dando muita força ao ativismo negro no país.

Estreia de Questlove como diretor

O filme ainda passa por questões sociais, naturalmente, como a desconfiança do público na Polícia de Nova York bem antes do surgimento do Black Lives Matter — para lidar com a segurança do evento, por exemplo, foram chamados integrantes dos Panteras Negras.

Infelizmente, ainda não há qualquer previsão de lançamento para a obra (nem mesmo nos EUA) pois o longa ainda busca uma distribuidora. Mas, com tudo que tem a oferecer, é bem possível que não demore muito para podermos assisti-lo. Tomara!

 
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