Lemmy Kilmister

Há exatos 5 anos, o mundo perdia Lemmy Kilmister.

O músico do Motörhead foi, por muitos anos, uma verdadeira personificação do Rock and Roll e tudo que o estilo representa — o que não quer dizer, necessariamente, uma coisa boa. Pouco antes do falecimento, o cara conversou com a Deutsche Welle e deixou bem claro que não recomendava seu estilo de vida para ninguém:

Pessoas demais morreram por viver dessa forma. Muitos dos meus amigos, também. Eu só tive sorte até agora.

Ainda assim, é impossível deixar de falar sobre o estilo de vida de Lemmy e sobre o símbolo que ele se tornou nessa data tão impactante. Por isso, resolvemos separar 5 ocasiões em que Lemmy mostrou ser o espírito vivo do Rock and Roll. Curta a seguir!

Inspiração para o Metal

Uma das histórias mais incríveis sobre a influência de Lemmy Kilmister envolve o Metallica e deixa claro o quanto as contribuições do músico foram gigantescas para a música pesada de forma geral.

O fundador do primeiro fã clube do Motörhead nos EUA foi ninguém menos que Lars Ulrich, que eventualmente se tornou ídolo de tantas outras pessoas com sua banda, criando um ciclo de inspirações que praticamente se originou com a banda de Lemmy.

O mais interessante é que, apesar de ser chamado por muitos de Pai do gênero, o vocalista e baixista sempre defendeu que o que eles tocavam era Rock and Roll e não Metal.

A religião do Rock and Roll

Whiskey com Coca-Cola, cigarros, drogas e mulheres. Essa era a religião de Lemmy Kilmister, basicamente, que levava a fundo a filosofia de sexo, drogas e Rock and Roll e, como citamos acima, acabou se tornando também um grande exemplo das consequências disso.

Ainda assim, apesar dessa imagem de vilão, Lemmy tinha a fama de ter um coração gigante e há provas disso…

“Nós somos o Motörhead, e nós tocamos Rock and Roll!”

Precisa dizer mais alguma coisa? A icônica frase era presença garantida nos shows do Motörhead e virou marca registrada — uma espécie de prenúncio de que você estaria prestes a lidar com uma das bandas mais rápidas e pesadas do universo.

Quando Lemmy falou sobre o racismo na cena Rock and Roll

O Rock and Roll é uma cena em que pessoas brancas predominam, e a ligação de Lemmy com imagens da Segunda Guerra Mundial — em especial do nazismo — fez muita gente achar que o cara teria ideais racistas.

Na verdade, não era por aí. Bem longe disso, aliás: o músico era fascinado pelo símbolos de guerra mas sempre fez questão de deixar muito claro que todos eram bem-vindos em seus shows, e uma vez chegou até a ajudar um garoto negro que era fã de bandas pesadas e sofria bullying de outras pessoas de sua comunidade, como te contamos por aqui.

O conselho de Lemmy? “Diga a eles que se fodam, garoto. Jimi Hendrix se saiu bem, lembra?”.

O dia em que Lemmy “batizou” Max Cavalera com whisky

Claro que tínhamos que falar sobre o Brasil nessa lista também, né? Um dos maiores nomes da música pesada do país, Max Cavalera teve uma relação interessante com Lemmy e contou mais sobre isso depois do falecimento do cara. Max contou, inclusive, como Kilmister mudou a sua percepção do Rock and Roll:

Meu relacionamento com ele não começou bem. Começamos com o pé esquerdo. Eu era muito jovem e o Sepultura ia abrir para eles na Alemanha. Fizemos um ensaio fotográfico e eu cheguei com vinho e derrubei tudo nele. Eu estava sendo um completo idiota. Na minha cabeça, eu achava que isso era Rock and Roll. […] A primeira vez que eu o conheci foi bem legal. Eu fiquei enchendo o saco e ele esvaziou um copo inteiro de whisky na minha cabeça. Eu achei isso a coisa mais legal e era como se eu tivesse sido batizado, e eu fiquei tipo, ‘Porra, aí sim!’ Mas ele tinha feito aquilo para me manter longe, tipo, ‘Me deixe em paz.’ Eu não tomei banho por uma semana.

Por outro lado, o brasileiro conta que eventualmente soube que estava tudo bem e os dois tiveram uma relação “engraçada”. Você pode ler mais sobre isso por aqui.

 
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