Kanye West
Reprodução/YouTube
   

Mais uma polêmica para marcar a carreira de Kanye West.

O rapper está enfrentando dois processos coletivos de profissionais que trabalharam em sua ópera cristã “Nebuchadnezzar” em Novembro de 2019.

De acordo com informações da Vice (via CoS), as ações foram movidas em Julho e Agosto. A primeira foi da equipe de produção da ópera e a segunda, pelos próprios artistas.

Os profissionais alegam que o rapper, que criou a apresentação após o lançamento do seu álbum gospel Jesus is King, classificou erroneamente as pessoas que contratou como autônomas e elas deveriam na verdade, ter sido contratadas como funcionárias.

Sendo assim, West evitou o pagamento de milhares de dólares em impostos e conseguiu se isentar de fornecer aos trabalhadores os privilégios básicos determinados no código de trabalho da Califórnia.

Consequências para West

Segundo os advogados trabalhistas que conversaram com o site, se as alegações forem verdadeiras, os profissionais realmente deveriam ter sido contratados como funcionários.

Essa classificação no contrato reflete em muitos quesitos, como por exemplo o direito ao pagamento de horas extras, sendo que eles alegam que trabalhavam cerca de quatro horas a mais por dia e nunca foram pagos por isso.

Além disso, a equipe também teria direito a intervalos para refeição e descanso e antecipação de pagamento, que segundo os processos, demoraram meses para serem pagos.

A partir das leis trabalhistas da Califórnia, Kanye e seus sócios podem estar sujeitos a “penalidades de tempo de espera”. Os 500 artistas que receberam cerca de 250 dólares por dia poderiam receber cerca de 8 mil dólares em penalidades.

O advogado que representa os artistas, Frank Kim, acredita que as indenizações por horas extras não pagas e multas podem chegar a 6 milhões de dólares.

Os profissionais que conversaram com a Vice esperam que os processos sejam encerrados com uma quantia próxima a 1 milhão de dólares, o que seria um valor quase insignificante para o bilionário West.

Vale lembrar que era com essa peça que o rapper, teoricamente, viria ao Brasil.

 
Compartilhar