Dia da Consciência Negra
Ouça playlist com clássicos do Rock!  

Em 2003 o Dia da Consciência Negra foi criado no Brasil para que, anualmente, as pessoas se lembrassem de vários tópicos relacionados às pessoas negras, peças tão importantes na nossa sociedade desde sempre.

Entre esses tópicos estão questões bastante sensíveis como o racismo e, principalmente, o fato de que muita gente se esquece do triste e terrível passado escravocrata que basicamente arrancou e separou famílias africanas inteiras para que seus membros realizassem trabalhos forçados em países pelo mundo todo, incluindo o Brasil.

À medida que cada país foi abolindo a escravidão, a situação dessas pessoas sempre foi de muita luta e dificuldade, pois ao contrário do que muitos acham, a assinatura de papéis que libertaram os negros de correntes não transformou as suas vidas da noite pro dia, como em um passe de mágica: libertados mas sem qualquer tipo de remuneração e bens, eles estavam em países onde as pessoas nem falavam as suas línguas, e isso causou reflexos que vemos até hoje na sociedade e contra os quais devemos lutar diariamente.

Nesse 20 de Novembro, o Dia da Consciência Negra, diversos artistas brasileiros lançaram clipes, EPs, discos e outros materiais celebrando a cor de suas peles, apontando para o racismo estrutural que domina o país, relembrando estilos tradicionalmente ligados às comunidades e mais, e nós separamos o material recebido por aqui.

Vem com a gente e aperta o play.

 

Péricles feat. Projota

Projota e Péricles

“Escolhemos o Dia da Consciência Negra para o lançamento de ‘Homem Invisível’ para que essa música seja também uma ferramenta de luta por melhores condições de vida para o povo menos favorecido, que em sua maioria é o povo negro. Temos muito o que comemorar, mas a luta não está vencida ainda”.

A declaração acima é do lendário Péricles, que chamou o rapper Projota para colaborar na canção “Homem Invisível”, lançada hoje nas plataformas digitais e com um clipe oficial.

 

Black Pantera

Black Pantera - Capítulo Negro

“A carne mais barata do mercado é a carne negra.”

Infelizmente pela manhã de hoje ficamos todos sabendo de mais um caso absurdo e extremo de racismo, dessa vez em um mercado onde um homem negro foi espancado até a morte por dois seguranças (um deles Policial Militar) brancos.

A frase acima foi extraída de “A Carne”, clássico popularizado por Elza Soares e escrito por Seu Jorge, Marcelo Yuka e Ulisses Cappelette.

Essa é uma das três canções que o trio mineiro Black Pantera resolveu regravar com seus elementos de Punk, Hardcore e Heavy Metal no EP Capítulo Negro, lançado hoje.

As outras duas são “Identidade” (Jorge Aragão) e “Todo Camburão Tem um Pouco de Navio Negreiro” (O Rappa).

Para acompanhar o lançamento, o grupo também disponibilizou um curta metragem.

 

Ara Ketu – Ara Ketu Em Casa

Ara Ketu

A tradicionalíssima banda brasileira está lançando a segunda parte do projeto “Ara Ketu Em Casa”, disponibilizando seis faixas com homenagens ao Olodum e à Timbalada, grupos que como o Ara fomentam a cultura negra no Brasil e no mundo.

 

Mahmundi

Mahmundi flerta com reggae e pop em “Sem Medo”; ouça
Foto: Divulgação

A sempre incrível cantora Mahmundi lançou um projeto chamado Sorriso Rei com o objetivo de celebrar a vida e a arte de pessoas pretas.

A iniciativa é uma parceria com a Universal Music executado em sua maioria por pessoas pretas, e os primeiros homenageados são Gilberto Gil e Jovelina Pérola Negra, sendo que eles são homenageados respectivamente com uma versão de “Tempo Rei” por Xande de Pilares, Léo Santana e Priscila Tossan, e outra de “Sorriso Rei” por Mumuzinho, Malía, Mc Zaac e Ruby.

 

Proteja Os Seus Sonhos

Proteja Os Seus Sonhos

Proteja Os Seus Sonhos é um projeto incrível que nasce a partir de nomes importantes e atuantes na música nacional: a plataforma de cultura negra AUR, o produtor Theo Zagrae, o laboratório musical MangoLab e a gravadora Som Livre, através do selo slap.

O projeto multiplataforma celebra a cultura preta e disponibiliza hoje um disco formado por nove músicas, sendo oito delas inéditas, interpretadas por 15 artistas negros representando o futuro da música no país.

Além do álbum, um curta-metragem dividido em três partes também está sendo disponibilizado e o primeiro ato pode ser visto logo abaixo.

Tracklist

01- No Morro da Conceição (Prelúdio com Conceição Evaristo e Jonathan Ferr)
02- Respira (Luthuly e Ebony)
03- Grammy (Anchietx, Bibi Caetano)
04- Tua Hora (Kesia Estácio, Joca, Jacquelone)
05- O Amor (Barbara Portela)
06- Fazes (Yoùn, Rahiza)
07- Mar (Joy Maximo, Douglas Bastos)
08- Pedro Bonn + Zé (Interlúdio com Pedro Bonn)
09- Zé (Caio Nunez, Gabz, Kalebe)

 

P.A. & P.H.

Levante os Punhos

Pedro Alexandre e Pedro Henrique, os “Gêmeos do Rap”, nasceram em Curitiba e começaram a sua carreira bastante cedo, aos 6 anos de idade, chamando a atenção de nomes importantes do entretenimento no mundo todo.

Tendo dividido o palco com Ja Rule e Soulja Boy, lançam um single chamado “Levante os Punhos”, onde aparecem ao lado de crianças fazendo o gesto clássico da luta por igualdade racial.

A ‘Levante os Punhos’ é a voz dos que se foram, é o grito da nossa alma, o hino do nosso povo. Meu avô foi arrancado dos braços de sua mãe com cinco anos de idade para ser escravo, somos a segunda geração pós escravidão.

 

Tramando Ideia Rap

Tramando Ideia Rap

“Enquanto houver racismo, discriminação e deturpação de tudo que canalizamos e geramos desde o início das eras, estaremos aqui em atos de subversão contra todo tipo de opressão”, diz Nego Iego, e o Tramando Ideia Rap aproveitou a data de hoje para relembrar Racionais MCs, Sabotage e abordar ancestralidade e empoderamento preto.

O resultado é o clipe de “OQCÊQUERBOY? II”.

 

Ravih

Ravih - Lanterna

Nascido e criado em Parelheiros, bairro da Zona Sul de São Paulo, Ravih começou a tocar diferentes instrumentos musicais logo aos 11 anos, influenciado pelos pais.

Com uma boa base de compositor e cantor, ele estreia agora a sua carreira solo com “Lanterna”, single que usa a batida do afrobeat para mostrar empoderamento, resiliência e a força do povo preto.

 

Jéssica Ellen

Jéssica Ellen

Atriz conhecida pela personagem Camila na novela Amor de Mãe, a jovem Jéssica Ellen também se aventura na carreira musical e prepara um EP homônimo a ser lançado em 2021.

Para divulgá-lo e celebrar a data de hoje, ela disponibilizou o single “Macumbeira”, que estará no trabalho.

 

Caio Prado

Caio Prado

“Não Sou Teu Negro” é uma música afiada do artista Caio Prado, que mistura uma letra poderosa com samba, Ilê Aiyê, metais, R&B e mais.

Assim como a próxima artista sobre a qual falaremos aqui, ele foi selecionado entre 900 nomes de todo o Brasil que passaram pela Labsonica – edição Toca do Bandido, conquistando uma das seis vagas de finalistas do projeto.

 

Luciane Dom

Luciane Dom

Antes de ser cantora e compositora, a talentosa Luciane Dom é também historiadora, e a ancestralidade se faz presente nas suas letras e canções que misturam reggae, MPB, jazz, candomblé e mais.

A canção “Si Bu Kre” é definida como um “reggae candomblé com uma visão moderna do jazz”, e Luciane explica:

A letra fala do amor entre pessoas pretas, porque nós somos sempre condicionados a sermos fortes, suportamos a dor do racismo, a violência policial, mas e os afetos? Como a gente ama?

Influenciada pela língua crioula após ouvir canções e artistas do Cabo Verde, ela decidiu pelo título da canção que significa algo como “que esse amor vai dar pé, cola em mim”:

Sou encantada pelo sotaque, as expressões, os grooves das músicas de lá!

 

Fabio Santanna – Live Motel

Live Motel
Foto por Gustavo Schlittler

O produtor e DJ carioca Fabio Santanna lançou hoje o terceiro disco do projeto Live Motel, sendo que Vibração é uma homenagem aos bailes blacks do Rio de Janeiro, bastante frequentados por Fabio, servindo de base musical para ele.