Show de 50 anos dos Rolling Stones
Ouça nova versão do disco ao vivo do Pink Floyd!  

Já são quase 60 anos de carreira em que os Rolling Stones já fizeram absolutamente de tudo como banda num legado que já é mais do que imortal na música.

Com a sua formação mais longínqua com Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts, os Stones já rodaram os quatro cantos do mundo e fizeram shows em todos os tamanhos imagináveis.

É mais do que natural que durante todas essa décadas convivendo numa banda os membros tenham suas vontades de realizar outros projetos por questões artísticas e para respirar outros ares pessoais.

No caso dos Stones não foi diferente e mesmo que as carreiras solo dos quatro membros não tenham decolado com sucessos estrondosos, renderam ótimos discos que, às vezes, passam desapercebidos pelos fãs.

Listamos um trabalho de cada integrante que vale a pena ser conferido e avisamos que pra quem não conhece, vale mergulhar de cabeça nos outros passos dados por Mick, Keith, Ronnie e Charlie.

 

Charlie Watts – Charlie Watts Meets The Danish Radio Big Band  (Live At Danish Radio Concert Hall, Copenhagen/2010) – (2010)

O genial baterista dos Stones tem um modo único de dar vida ao rock and roll e muitas dessas características que fizeram de Charlie Watts uma lenda viva vieram da sua paixão pelo jazz.

O discreto Watts coleciona discos, foi a todos os shows possíveis para ver seus ídolos e nas folgas das extensas e cansativas turnês com os Stones arranjou tempo para liderar projetos de Jazz como o The Charlie Watts Quintet, para citarmos apenas um deles.

Em 2009, um encontro com o trompetista Gerald Presencer, que faz parte da Danish Radio Big Band, levou a mais um desses projetos e a gravação de um espetacular disco ao vivo para registrar a parceria de Watts e a banda.

Gravado na Dinamarca com arranjos de altíssima qualidade em conjunto com a bateria de Charlie Watts temos releituras de clássicos dos Stones como “(Satis)Faction”, “You Can’t Always Get What You Want” e “Paint It Black”.

Um disco que vale a pena cada segundo.

Ronnie Wood – I’ve Got My Own Album To Do (1974)

O primeiro álbum solo do guitarrista foi lançado na mesma época de sua entrada nos Rolling Stones que estavam em estúdio finalizando as gravações do disco Black and Blue.

Ronnie reuniu um time de astros para dar vida às suas ideias e controlar um pouco da sua loucura, como o próprio afirmou em entrevistas como justificativa para gravar um disco com ele mesmo no comando.

O título do álbum era uma leve alfinetada em Rod Stewart que era companheiro de banda de Wood no Faces e que cada vez mais deixava a banda de lado para se dedicar a uma bem sucedida carreira solo.

Além de Rod, outros nomes tiveram participações fundamentais como Mick Jagger e Keith Richards, que juntos abrem o disco na espetacular “I Can Feel The Fire”, que além dos membros dos Stones ainda conta com também com a voz de David Bowie.

Keith participa de quase todas as faixas do disco e se junta a parceiros como George Harrison, dando um brilho ainda maior pro disco gravado no estúdio de Roonie Wood e que foi muito bem recebido pela crítica e pelo público.

Keith Richards – Talk Is Cheap (1988)

No final da década de 80, Keith e Mick estavam numa fase em que não conseguiam se entender em absolutamente nada e a treta entre os dois chegou a ganhar o apelido de Terceira Guerra Mundial.

Com as duas principais lideranças dos Stones em lados opostos trabalhando nos próprios projetos, Keith decidiu também lançar o seu próprio material, intitulado Talk Is Cheap.

Na companhia da sua banda intitulada The X-Pensive Winos, Keith mostra todas as sonoridades que o fizeram um dos maiores guitarristas de todos os tempos como na ótima “Take It So Hard”, uma das mais conhecidas de sua carreira solo.

Keith não fugiu muito da zona de conforto e isso não foi algo ruim, pois Talk Is Cheap é um ótimo disco de estreia, que inclusive ganhou uma edição especial de comemoração de 30 anos.

Mas, apesar do bom trabalho a melhor consequência de Talk Is Cheap com certeza foi que após o seu lançamento e mais e algumas brigas depois, Keith e Mick se entenderam novamente não deixando os Stones chegarem a um rompimento completo.

Mick Jagger – Wandering Spirit (1993)

Após a bem sucedida turnê do disco Steel Wheels (1989), os Stones novamente entraram nos seus períodos de folga e Mick Jagger aproveitou para finalizar o seu terceiro disco solo.

Um time de peso foi recrutado entre os convidados e o disco apresentou nomes como Lenny Kravitz (em “Use Me”) e Flea.

Além de “Use Me”, o baixista dos Chili Peppers ainda tocou em “Out Of Focus” e na groovada “I’ve Been Lonely For So Long”.

Em sua carreira solo, Mick Jagger também teve alguns excelentes momentos, mas não chegou de fato a emplacar o resultado esperado.

O vocalista foi o que mais tentou dar passos fora de sua própria banda, chegando a formar outros projetos como o SuperHeavy, que contava com o guitarrista Dave Stewart (Eurythmics), Joss Stone e Damian Marley, mas que também acabou ficando resumido a apenas um lançamento.

O mais importante é que em todas essas décadas sabemos onde a química entre os 4 integrantes dos Stones funciona e em meio a todas as diferenças que já são partes fundamentais de todo o processo a banda continua ecoando forte em todos os lugares do mundo.