Plutão Já Foi Planeta
Crédito: Lucas Silvestre
 

A banda potiguar Plutão Já Foi Planeta lançou recentemente nas plataformas digitais o EP Risco de Sol.

O compacto, assinado pelo selo DoSol, apresenta seis faixas, sendo cinco versões de músicas compostas por artistas potiguares e uma canção autoral, que leva o nome do trabalho.

“Acho que é um momento para a gente olhar para trás e ver o caminho que andou até aqui, e Natal teve e tem um grande papel nessa caminhada. O ‘Risco de Sol’ vem para nutrir a relação com a nossa cidade e o nosso público de lá. É um agradecimento,” explica a vocalista Natália Noronha.

O EP conta com composições de Ângela Castro, Androyde sem Par, Talma & Gadelha e Fernando Luiz. Todos nascidos no Rio Grande do Norte. O material antecede o próximo álbum do grupo, ainda sem previsão para sair.

A única faixa composta pela Plutão foi escrita por Natália e aborda a mudança do estado do Nordeste para a capital paulista, três anos atrás.

“Chegar em São Paulo foi muito difícil. Uma mudança interna catastrófica, então é claro que rolou música sobre isso. A composição entraria para o novo álbum, mas se encaixou muito melhor neste EP. Ela ajuda a contar toda uma história entre nós e Natal,” afirma a cantora.

No final de Outubro, a banda foi uma das atrações do Vans Apresenta: Festival Tenho Mais Discos Que Amigos! e Powerline, e você pode rever o evento na íntegra aqui embaixo.

Yan Cloud

Yan Cloud
foto: Mariana Ayumi

O cantor e compositor baiano Yan Cloud divulgou o segundo álbum da sua carreira, PINKBOY.

O disco apresenta sete canções e o título, segundo o artista, representa a subversão do que é esperado de um jovem negro.

“O significado que atribuo a esse nome está em duas palavras: emancipação e liberdade. Cresci e fui criado por uma família evangélica que me cercava de proibições e pensamentos quadrados. Sempre fui obrigado a seguir uma linha de pensamento e comportamento e, assim, fui deixando de ser eu e me tornando o que esperavam de mim,” conta Yan, que busca quebrar regras preestabelecidas e transgredir conceitos ultrapassados.

Suas letras retratam temáticas de cunho social e racial, com forte inclinação para a autoestima preta e valorização do relacionamento afrocentrado.

Em 2017, o músico lançou o EP de estreia Alívio e no ano passado liberou a faixa “Que Calor”, feita em parceria com Nêssa e Nininha Problemática.

Piettro Lamonier

Piettro Lamonier
foto: divulgação

O cantor e compositor tocantinense Piettro Lamonier liberou no YouTube o clipe feito para a faixa “Preguicinha”.

O vídeo foi dirigido e editado por Roberto Giovannetti, da Vanguarda Audiovisual, e as gravações aconteceram na Fazenda Canto Verde.

A letra remete às agonias e ansiedades provocadas pela quarentena, com o objetivo de acalentar os corações angustiados durante o isolamento social.

“Neste contexto é fácil se ver preso em uma rotina que é pouco saudável. Para quebrar esse ritmo vem o olhar para dentro, o respeito ao tempo pessoal, o amor pessoal, a ‘Preguicinha’ da correria lá de fora. A música e o projeto incluem a inspiração de caminhar sem pressa por essa trilha que chamamos de vida,” define Piettro, que também é psicólogo e fez parte de grupos musicais como Desconcerto, Mestre Kuca e Cerrado Novo.

El Paco

El Paco
foto: divulgação

O cantor e compositor El Paco estreou na carreira artística com o single “Chumbo”, que chega acompanhado de um clipe disponível nas plataformas de streaming.

O vídeo foi gravado em Campos do Jordão, município na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, e teve inspiração na elogiada série da Netflix Dark.

Nas imagens, o artista aparece com a toca e a máscara que são sua marca registrada e uma mochila nas costas, como se fosse um mochileiro explorando a floresta sinistra.

“A música surgiu literalmente de um sonho, toda poesia da letra é construída com o pesar desse sonho ter acabado, do momento que despertei. Aí acabamos traduzindo isso em uma linguagem dentro do clipe que mostra esse percurso até o despertar,” diz El Paco, que explorou na canção uma sonoridade diferenciada, com elementos do trap e letra melódica.

WRY

WRY
foto: divulgação

O grupo paulista WRY lançou nas plataformas digitais o álbum Noites Infinitas, que apresenta dez faixas cantadas em português e inglês.

Este é o sexto trabalho de estúdio da banda e o primeiro assinado pela OAR (Boogarins, Particle Kid). As letras abordam temas recorrentes ao longo do distanciamento social, como ansiedade, desespero e esperança.

Uma das canções, “Tumulto, Barulho e Confusão”, já ganhou clipe, que mostra a banda tocando em meio a ruínas que representam a chegada misteriosa e assustadora do futuro.

A WRY é formada por Mario Bross (vocal, guitarra e synth), Luciano Marcello (guitarra e backing vocal), William Leonotti (baixo e backing vocal) e Ítalo Ribeiro (bateria e backing vocal).