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Foto: Divulgação
 

Góbi, projeto solo do produtor musical Gabriel Gobbi, divulgou no dia 23 de Outubro o single “Deixa Queimar“, que chegou acompanhado de seu primeiro videoclipe.

Segundo o artista, que já trabalhou com nomes como Tuyo, Sandro e Francisco, El Hombre, foi após escrever a letra de “Deixa Queimar” que ele teve a faísca inicial que precisava para compor e produzir seus trabalhos pessoais. O lançamento encerra o primeiro ciclo de seu projeto solo.

Essa canção foi uma das primeiras que eu realmente gostei da letra que escrevi, o que me fez ter mais coragem de lançar esse projeto. Senti que consegui me abrir de uma maneira sincera, falando de coisas que vivia no meu relacionamento amoroso sem soar muito piegas.

Com influências que passam por Al Green, Tim Maia, Bill Withers, Alton Ellis e The Frightnrs, Gabriel experimentou criar uma sonoridade diferente, incorporando elementos do reggae e rocksteady de forma subliminar em meio ao seu pop groovado, trazendo o balanço do ritmo jamaicano sem que fosse tão fácil identificar. O músico assina a produção e os arranjos, com os trabalhos realizados em seu home studio. A mixagem e a masterização ficaram por conta de Olimpio Machado.

Góbi já vem planejando mais lançamentos e adianta que já tem alguns feats encaminhados para serem lançados como singles. Ele segue “compondo com a ideia de fechar um EP ou álbum para lançar em 2021”.

Assista abaixo ao clipe de “Deixa Queimar”, com roteiro e direção de Bruno Queiroz.

Nanasai

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Foto: Divulgação

O cantor e produtor fluminense Nanasai divulgou recentemente a segunda parte de “Jóias do Infinito“, seu single de maior sucesso. A primeira parte da canção já soma mais de 6 milhões de plays no YouTube e nas plataformas de streaming.

Como o nome sugere, a música é baseada na mega produção da Marvel, Vingadores: Guerra Infinita, e na maior inspiração do artista: sua esposa, a dona dos sapatinhos amarelos citados na canção. “Jóias do Infinito 2” chegou acompanhada de um lyric video ilustrado, com arte de Shadow.

O cantor assina os beats, a mixagem e a masterização, e fez todo o processo de composição da nova música baseado no estilo lo-fi hip hop com um suave toque de jazz moderno, misturando hip hop com MPB. Segundo Nanasai, a novidade traz todo o seu progresso desde o primeiro lançamento.

Jóias do Infinito 2 mostra uma evolução pessoal e profissional que Jóias me proporcionou, junto a tudo que me ocorreu desde o seu lançamento [em Maio de 2019].

Nanasai surgiu na Internet em 2018, com produção de lo-fi e músicas autorais. Fazendo uma fusão dos estilos sad songs, lo-fi hip hop e indie em suas produções, juntamente com os significados em torno de suas letras, o músico traz consigo uma forma artística que cativa um público fiel.

“Jóias do Infinito 2” está disponível em todas as plataformas digitais e você confere o lyric video logo abaixo.

Supervão

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Foto por Kim Costa Nunes

Após o lançamento do single “Depois do Fim do Mundo” — que você pôde conferir aqui —, a banda gaúcha Supervão acaba de divulgar a inédita “Fim de Nós / Fim do Sol“, já disponível em todas as plataformas de streaming.

A canção se inspira em uma alteridade radical, considerando que somos formados por nossas relações. Como se em um tom hipnótico, a música marca a frase “sou você, você sou eu”, que, segundo o grupo, “significa que cuidar do outro, da sociedade e do planeta é cuidar de si“. A novidade está entre o indie e a música eletrônica, e a sonoridade apresenta forte influência do minimal techno e da banda inglesa New Order.

Composta durante a quarentena, a faixa tem produção assinada pelos próprios integrantes da Supervão Mário Arruda (vocal, beat e sintetizador), Leonardo Serafini (sintetizador e drum machine) e Ricardo Giacomoni (guitarra). A mixagem e a masterização foram feitas por Mario Arruda, e a capa é do artista gráfico Filipi Filippo. O lançamento inaugura a parceria inédita entre os selos Neurokat Records e Lezma Records.

Depois do Fim do Mundo, o novo EP da Supervão, virá ao mundo no dia 13 de novembro. O trabalho apresenta uma nova fase do grupo, na qual a sonoridade é marcada pelo techno, pelo house e pelo pós-punk. Em conversa com o TMDQA!, o vocalista e produtor Mário Arruda falou sobre as experimentações do trabalho:

O EP faz o movimento de tornar audíveis forças que não são audíveis. E esse é um processo difícil, quase impossível. De saída, isso já significa que não tem a ver com uma expressão individual, um anseio de dizer algo que sentimos. Mas se relaciona com tentar expressar algo que paira no coletivo, nos atinge, mas que ainda não está expressa… É preciso produzir uma força de tradução, uma intensidade que entre em consonância com essas intensidades não audíveis. É como falar o impossível de ser dito, sejam quais forem os motivos desse impossível.

O músico conta que as faixas foram construídas em blocos de sensações: encaixando e ritmando diferentes esboços de beat e de synths, alguns murmúrios com a voz, algumas frases. A maioria das músicas trará microletras e a banda fez questão de manter algumas vozes e instrumentos em seu estágio de esboço. Mario ressalta que “existem coisas ‘ditas’ pelos instrumentos, pelos timbres, pelas velocidades das músicas” e adianta que o EP vai numa crescente de BPM e faz acelerar.

Quando acabo de mixar, o meu coração está sempre acelerado. E não é que a gente queira isso no mundo, é só o mundo através de nós compondo e fazendo música. Talvez essa seja a velocidade do isolamento, a velocidade da quarentena.

Enquanto o trabalho não chega, curta o single “Fim de Nós / Fim do Sol”.