Panic! At the Disco -
Ouça playlist com clássicos do Rock!  

Em 27 de Setembro de 2005, há quase exatos 15 anos, o Panic! At the Disco jogava ao mundo o resultado do trabalho visceral de adolescentes bancado por Pete Wentz (Fall Out Boy), ele próprio um recém-adulto que havia acabado de chegar ao sucesso.

Através de sua nova gravadora, a Decaydance, Wentz assinou o Panic! como sua primeira banda, deu 15 mil dólares aos jovens e os colocou em um estúdio para gravar o que viria a ser A Fever You Can’t Sweat Out.

Essa visceralidade não vem necessariamente através do peso, mas sim através da emoção crua que é transmitida e facilmente identificada por grande parte das pessoas que estão na reta final da adolescência, como “Lying Is the Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off”, que fala sobre o final de um relacionamento.

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15 anos de A Fever You Can’t Sweat Out

Outra característica marcante de A Fever You Can’t Sweat Out é a sua atmosfera burlesca, que também foi explorada fortemente pelo Panic! no disco que o sucedeu, Pretty Odd.

Essa vibe também serve como uma espécie de marco para a união de influências que só aconteceu de fato nesse primeiro trabalho. É extremamente difícil colocá-lo dentro de uma caixa: há trechos Post-Hardcore, eletrônicos, mais burlescos ou menos burlescos, momentos em que a pegada Rock fica mais clara, momentos em que ela é deixada de lado…

Tudo isso simbolizava a energia crua que foi colocada nesse trabalho, algo que não acontece com o Panic! há algum tempo. E tudo bem, afinal a banda virou um projeto solo de Brendon Urie há anos e é indiscutível que se aproximou ainda mais do Pop, gerando mais sucesso e inclusive se tornando uma das bandas mais aclamadas do Rock nos últimos anos com números impressionantes.

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Influência do Panic! At the Disco

Isso tudo começou em “I Write Sins Not Tragedies”, o primeiro hit de uma banda que imaginou o próprio sucesso na ótima “The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage” e se mostrou profética.

De uma forma ou de outra, A Fever You Can’t Sweat Out se eternizou na história de quem viveu os Anos 2000 e influenciou toda uma geração, conscientemente ou não. O uso de elementos eletrônicos exagerados nas suas canções, por exemplo, viria a ser explorado anos depois dentro do Metal, criando quase um novo subgênero capitaneado por grupos como Asking Alexandria.

Às vezes fica a impressão de que apenas o Panic! não se influenciou por suas próprias músicas, o que é compreensível.

Pouco a pouco, as características de cada integrante foram se perdendo em meio à mente megalomaníaca (e genial) de Urie e o futuro do P!ATD divide opiniões até hoje. Há quem goste mais da nova fase, e há quem a odeie — de toda forma, o nome ainda carrega muito peso.

O certo é que A Fever You Can’t Sweat Out está entre os melhores discos de estreia da história e é uma daquelas coincidências improváveis que, realmente, só acontecem uma vez na vida. O jeito é relembrar pelo player abaixo!