Madre Sun
Foto por Ryan Whitwell
 

Quem fica falando por aí que o Rock está morto certamente não ouviu o EP de estreia da Madre Sun, banda formada por brasileiros com base na Inglaterra.

O quarteto deu ao mundo o ótimo The Speed of Light depois de algumas prévias e mostrou que o gênero — não apenas no âmbito nacional, como mundial — ainda tem muito a oferecer, exibindo riffs que passeiam desde a sonoridade mais clássica até outras vertentes.

Composta por Eduardo Cavina (vocal, baixo), Matt Cavina (guitarra, vocal), Flipi Stipp (bateria) e Tyson Schenker (guitarra), a banda deixa escancarado no trabalho de estreia que se livrar das amarras não é difícil quando há verdade no que está sendo tocado. Sem dúvidas, um dos trabalhos mais promissores de 2020 dentro do Rock!

Para saber mais um pouco sobre o EP e sobre o grupo, conversamos por e-mail com o Madre Sun e você pode conferir esse papo na íntegra logo abaixo!

Entrevista com Madre Sun

TMDQA!: Olá, pessoal! Primeiramente queria parabenizá-los pelo EP, que está sensacional. Em geral, “The Speed of Light” me passa uma sensação ótima de algo libertador, uma catarse — e acho que essa é a grande graça do Rock, né. Como vocês enxergam isso? Foi divertido gravá-lo?

Matt Cavina: Primeiramente obrigado e sim, é exatamente isso. Foi muito divertido, libertador e uma experiência musical incrível que passamos juntos e que fica nítido também na gravação. Como você mesmo disse, esse é o sentido do Rock n’ Roll pra gente: se divertir e poder ser você mesmo, como pessoa e musicalmente.

TMDQA!: Muita gente diz por aí que o Rock está morto ou ultrapassado. Vocês sentem que esse discurso os inspirou a trazer uma energia ainda mais poderosa ao trabalho?

Eduardo Cavina: Acho que tudo está em constante transformação e isso se aplica na música também, que sempre de alguma forma reflete o momento que estamos vivendo. Pra mim o Rock n’ Roll sempre foi uma forma de manifestação artística e de estilo de vida, que tem em sua essência ser subversivo e contestador. Essa sim é a energia que tentamos canalizar na nossa musica e se o Rock está ultrapassado ou não, bom… não está para nós!

TMDQA!: Vocês escolheram “Trick Up the Sleeve” e “Black River” como os singles da obra, mas honestamente todas as músicas são tão diferentes entre si que qualquer uma poderia ter sido. A ideia é fazer esse trabalho com cada uma das faixas?

Matt: Se pudéssemos faríamos clipes de todas as músicas, pois pra gente não é uma em particular que nos representa, mas todas. Fizemos 3 videoclipes para um EP de 5 musicas e já estamos preparando um outro vídeo para a música “Black River” que anunciaremos em breve. Na verdade, como disse, todas são parte de um contexto musical que nos representa então eh difícil dizer o por que de ser uma ou outra.

TMDQA!: O EP foi gravado na Inglaterra e vocês são, na prática, uma banda estrangeira composta por brasileiros. Esse aspecto de estar em uma terra estrangeira, esse encontro de culturas, influenciou em algo na composição?

Eduardo: Sim, sem dúvidas tudo influenciou nas composições e no processo de gravação. Por exemplo: apesar de tudo ter sido gravado em 5 dias em Cambridge, quando recebi a primeira mixagem, não tinha ficado cem por cento satisfeito com a minha voz na música “Puzzle”, o que me fez retornar ao estúdio, mas dessa vez tive de ir para Birmingham e regravá-la no estúdio de um dos produtores e engenheiro de som, Matt Taylor. E como todos sabem, Birmingham é a cidade natal de grandes bandas como Black Sabbath, Judas Priest, etc. E essa vibe da cidade e as histórias por trás deste local, com certeza me influenciaram na gravação da voz dessa musica especificamente.

TMDQA!: Queria comentar sobre a capa do “The Speed of Light”, que é um absurdo de linda. Como foi o processo de concepção dela?

Matt: A capa eh maravilhosa. Foi totalmente pensada e desenvolvida pelo nosso grande amigo brasileiro Wildner Lima, que já havia trabalhado comigo e com meu irmão na época do Cavina. O Will é brilhante, ele apenas pediu as músicas do EP para ouvir pois ele já tinha uma ideia na cabeça. Deixamos ele criar naturalmente e da forma dele tudo e foi esse o resultado.

TMDQA!: Bom, o EP mal saiu mas já deixa um gosto de quero mais! O que podemos esperar no futuro pra banda?

Matt: Obrigado! Bom, estamos com 30 músicas já prontas e durante todo esse lockdown conseguimos compor muito material e inclusive já temos a demo do próximo álbum pronta. Esperamos poder entrar em estúdio ainda esse ano para gravar e também temos fé que essa situação da pandemia vai chegar ao fim muito em breve, pois temos muitas propostas de shows, inclusive uma tour aí no Brasil.

Ouça The Speed of Light a seguir.

 
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