Foto: Divulgação

Em 25 de Agosto de 2020 o quarto disco de estúdio do Metallica, …And Justice For All, completa exatos 32 anos desde o seu lançamento.

O disco de 1988 é visto por fãs e críticos como uma ponte entre a sonoridade que caracterizou o grupo em início de carreira e a abordagem mais mainstream que os colocaria entre os gigantes do Rock no mundo todo.

Elogiado pela crítica e celebrado por seguidores, Justice tem faixas emblemáticas como “One” e definitivamente é um dos pontos fundamentais para entender as ideias que a banda tinha e seus rumos.

Hoje, no aniversário de seu lançamento, trouxemos 10 curiosidades que talvez tenham passado despercebidas por você nos últimos anos.

Divirta-se!

Podcast: A Melhor Banda do Mundo Segundo Eu Mesmo

Após sacar a lista, não deixe de ouvir o novo episódio do Podcast Tenho Mais Discos Que Amigos! sobre o Metallica, aproveitando o lançamento de S&M2.

Está em todas as plataformas de streaming/podcasts, além do player abaixo!

 

10Mudanças na Produção

Reprodução/YouTube

A produção de …And Justice For All foi um ponto um tanto quanto conturbado no álbum, já que a banda iniciou os trabalhos com Mike Clink na “cadeira do chefe”.

Isso porque o trabalho de Clink como produtor de Appetite For Destruction, disco de estreia do Guns N’ Roses, chamou a atenção da banda de Lars Ulrich, James Hetfield e companhia.

O trabalho ao lado de Clink não foi pra frente e vários motivos são apontados para isso, principalmente o desentendimento de ideias entre o vocalista da banda, seu baterista e o próprio produtor.

Guns N Roses - Appetite For Destruction

Diz a lenda que Ulrich gostaria que a banda desenvolvesse uma sonoridade parecida com a de Axl Rose e sua trupe, mas Hetfield não era fã da ideia.

O produtor, por sua vez, disse:

Por mais que eu acreditasse que eles realmente quisessem a minha mágica em suas faixas, eu acho que eles estavam acostumados a fazer as coisas como eles bem entendiam, da forma que entendiam.

Ao final das contas, o grupo conseguiu contratar o dinamarquês Flemming Rasmussen, opção original que não estava disponível mas conseguiu espaço na agenda.

 

9Primeiro Álbum de Metal Underground a Entrar nas Paradas

Foto: Reprodução/YouTube

O quarto disco de estúdio do Metallica é considerado como o primeiro da história do Metal “underground” a entrar nas paradas de sucesso.

O antecessor do lendário Black Album, que seria lançado em 1991, chegou até a impressionante sexta posição na Billboard 200, a parada de discos mais quente do planeta que hoje é ocupada principalmente por artistas de Pop e Hip Hop.

O álbum ficou entre os 200 discos mais vendidos dos EUA por também impressionantes 83 semanas.

 

8Números Que Chamam a Atenção

(créditos: youtube.com/luisitorey)

O “disco cinza” do Metallica vendeu quase 10 milhões de cópias só nos Estados Unidos, pavimentando o caminho para que o grupo experimentasse com sons mais acessíveis do Rock e deixasse o rótulo do Heavy Metal.

Fora dos EUA o sucesso também foi imenso: primeiro lugar nas paradas da Finlândia, Top 5 na Alemanha, Suécia e Reino Unido, Top 10 na Noruega e na Suíça e certificado triplo de platina no Canadá ao vender 300 mil cópias.

 

7Duas Covers pra “esquentar”…

Para iniciar os trabalhos com Clink, a banda resolveu gravar as covers de “Breadfan”, do Budgie, e “The Prince”, do Diamond Head.

Elas acabaram aparecendo como b-sides do álbum e no segundo disco de Garage Inc., lançado em 1998 com diversas covers.

 

6…e Duas Músicas que Acabaram Entrando no Álbum

O trabalho de Clink pode não ter sido aprovado pela banda mas as baterias gravadas com ele acabaram entrando no disco …And Justice For All.

Uma das canções, “Harvester of Sorrow”, foi justamente o primeiro single do disco, enquanto a segunda faixa foi “The Shortest Straw”.

 

5Adeus Definitivo a Cliff Burton

Foto: Divulgação

Cliff Burton, lendário e talentosíssimo baixista da banda, faleceu em 1986 em um trágico acidente de ônibus enquanto a banda excursionava pela Europa.

No disco a banda já contava com Jason Newsted no seu lugar, mas o ex-integrante foi creditado no álbum por conta de trechos de linhas de baixo que acabaram aparecendo em faixas como “To Live Is To Die”.

Sendo assim, essa foi a última vez que o músico foi creditado em um disco de estúdio do Metallica.

 

4Problemas no Baixo

E por falar em Jason Newsted, ele mesmo já disse que ficou desapontado com a mixagem final do disco.

Isso porque basta ouvi-lo uma vez para sacar que as linhas de baixo foram quase escondidas no resultado final e realmente é difícil ouvir as partes que ele tocou no álbum.

Entre tantas declarações ao longo do tempo, o guitarrista Kirk Hammett chegou a dizer que as frequências do baixo de Jason eram parecidas com o tom da guitarra base de James Hetfield, colidindo: “a solução, então, foi diminuir o volume do baixo na mixagem final”.

 

3Masterização de Peso

Foto: Wikimedia Commons

Se a mixagem é alvo de críticas, a masterização ficou por conta de uma verdadeira lenda chamada Bob Ludwig.

O norte-americano nascido em 1945 é conhecido por ter trabalhado em discos de artistas e bandas como Led Zeppelin, Queen, Jimi Hendrix, Nirvana, Bruce Springsteen e muito mais.

Em toda sua carreira, foi indicado ao Grammy inúmeras vezes e levou prêmios com títulos como o aclamado Random Access Memories, do Daft Punk.

 

2Design com Grandes Artistas

A arte da capa foi desenhada por Stephen Gorman e surgiu a partir de um conceito da dupla que sempre guiou as obras do Metallica, com Lars Ulrich e James Hetfield.

Para ilustrações do encarte e demais detalhes, os caras chamaram o lendário Pushead, conhecido por ter sido vocalista do Septic Death, influente grupo do que ficou conhecido como thrashcore.

Além do Metallica, ele criou artes de discos de nomes como Dr. Dre, Misfits, Rocket From The Crypt e mais recentemente para o baterista Travis Barker.

Anos depois, o cara voltaria a trabalhar com o Metallica na capa do disco St. Anger.

Com a gravadora Pusmort, lançou discos de bandas como Poison Idea e Final Conflict.

Travis Barker - Give the Drummer Some

 

1Doris, a Estátua

Para celebrar o álbum e seu design, a banda excursionou com shows que tinham uma réplica do símbolo da Justiça que é visto na capa do álbum.

No palco, a escultura se chamava “Doris” e essa foi uma das primeiras vezes em que a banda fez uso das mega produções, fazendo com que ao final de cada show em toda turnê ela fosse destruída e decapitada.

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