Amy Winehouse na Redação

Um professor pra lá de dedicado tem compartilhado várias dicas para usar referências de artistas como Racionais MC’s, Beyoncé e mais nas redações para provas como o ENEM. Uma boa também para quem vai prestar vestibular, hein?

Doutorando em Educação, Raphael Alves  atende por @profrapha.alves no Instagram e mostra como incluir referências de músicas, filmes, séries, artes plásticas e história nos textos de uma forme coerente.

Usando ainda nomes como Djonga, Amy Winehouse, Emicida, Elza Soares e outros, Rapha ensina como relacionar o tema da redação com as menções e, também, as personalidades de cada citado.

Em sua publicação usando o Racionais MC’s, que você confere abaixo, o professor escreve:

‘Sobrevivendo no inferno’ é, sem dúvida, um dos discos mais importantes desse enorme catálogo da MPB. Foi lançado em dezembro de 1997 e hoje é elogiado por toda crítica especializada. A relevância é tanta que ele foi leitura obrigatória para vestibular esse ano e recentemente virou livro. […] É o primeiro disco da banda que flerta abertamente com símbolos religiosos, na arte gráfica e nas letras, mas é quando discute desigualdade e racismo que a obra revela toda sua genialidade. […] Nem consigo listar a quantidade de teses que podem ser desenvolvidas com ajuda das letras desse disco. Por sinal, pensando em fazer uma aula só com ele ainda esse ano.

Aí sim, hein?

Veja alguns dos exemplos logo abaixo, bem como nosso vídeo especial sobre a história da canção “Valerie”, de Amy Winehouse, no canal do TMDQA! no YouTube.

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Tem semanas que a galera vinha pedindo Racionais e aqui está um post com o uso da banda na redação. “Sobrevivendo no inferno” é, sem dúvida, um dos discos mais importantes desse enorme catálogo da MPB. Foi Lançado em dezembro de 1997 e hoje é elogiado por toda crítica especializada. A relevância é tanta que ele foi leitura obrigatória para vestibular esse ano e recentemente virou livro. Quinto lançamento dos Racionais MC's, grupo brasileiro de rap, fundado em 1989 e liderado por Mano Brown. Primeiro disco da banda que flerta abertamente com símbolos religiosos, na arte gráfica e nas letras, mas é quando discute desigualdade e racismo que a obra revela toda sua genialidade. A música "Diário de um Detento" foi inspirada na vida de Josemir Prado, ex-detento do Carandiru. “Cada detento uma mãe, uma crença. Cada crime uma sentença. Cada sentença um motivo, uma história de lágrima.”, diz a letra. Não faltam, claro, críticas ao sistema econômico, ao Estado e a burguesia. Em um trecho de Gênesis, música que serve como uma espécie de prólogo, como se o disco fosse (e é) um filme, escutamos: “Eu tenho uma Bíblia velha, uma pistola automática e um sentimento de revolta.” Talvez, para além dos versos sensacionais, o que eu mais curta nesse disco é a sofisticação e simplicidade dos arranjos, existe um toque de Jorge Bem, que inclusive é homenageado na faixa de abertura, “Jorge da Capadócia”. Essa música, por sinal, usa base de "Ike's Rap II" de Isaac Hayes, um dos meus instrumentais preferidos (também usado na excelente faixa “Here” de Alessia Cara). “Sobrevivendo no inferno” é, indiscutivelmente, um trabalho atemporal, um retrato único da nossa história, das nossas fragilidades e dos nossos vícios excludentes. Escutem, por favor, as faixas: “Periferia é Periferia” e “Mágico de oz”. Nem consigo listar a quantidade de teses que podem ser desenvolvidas com ajuda das letras desse disco. Por sinal, pensando em fazer uma aula só com ele ainda esse ano. Bons estudos para vocês! #racionaismcs #redacaoenem #dicasderedacao #enem2020

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