Donald Trump e TikTok
Fotos via Wikimedia Commons e Shutterstock

A confusão entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o aplicativo TikTok acaba de ganhar um teor mais real após o mandatário assinar uma ordem executiva no fim desta quinta-feira (6), a qual entra em vigor em 45 dias.

No documento, Trump proíbe as transações com a rede social que tem sido responsável por alguns dos maiores sucessos da internet nos últimos tempos. Além disso, o TikTok tem revelado diversos artistas graças aos “desafios” de dança e afins, e servido como uma plataforma para expandir ainda mais possibilidades criativas — o ótimo The Weeknd, por exemplo, fará um show em realidade aumentada por lá.

Ele afirma na decisão (via Variety) que “a propagação nos Estados Unidos de aplicações de celular desenvolvidas por e cujos donos são empresas da República Popular da China (China) continua a ameaçar a segurança nacional, política externa, e economia dos Estados Unidos”, e a ordem também engloba o aplicativo WeChat.

Isso tudo aconteceu porque Donald comprou uma briga com a ByteDance, desenvolvedora chinesa do aplicativo, e pessoas próximas dele chegaram inclusive a dizer que o app coleta informações dos seus usuários para enviá-las ao Partido Comunista Chinês, que manda no país.

A atitude foi vista como bastante autoritária, e para muitos parece ter a ver com o fato de que o atual presidente aparece cada vez pior nas pesquisas eleitorais para a eleição dos próximos meses.

Donald Trump, TikTok e Microsoft

Como te contamos por aqui, o aplicativo respondeu ao executivo norte-americano e agora adicionou uma nova declaração (via Billboard) que garante que a ordem dele não passou pelo “processo protocolar nem tem aderência à lei” e deixou os responsáveis “em choque”.

No novo comunicado, o TikTok afirma que no último ano tentou “engajar em boa-fé com o governo dos EUA para encontrar uma solução construtiva às preocupações que foram expressadas, [mas] o que foi encontrado foi que a Administração não presta atenção aos fatos, ditou termos de um acordo sem passar pelo processo legal padrão, e tentou se inserir em negociações entre negócios privados”.

A única forma do aplicativo, que tem mais de 100 milhões de usuários nos EUA, continuar funcionando é se a empresa responsável vendê-lo antes da data limite imposta pelo presidente. A principal interessada na compra é a Microsoft, que ainda investiria nas operações em outros países como Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Vale lembrar ainda que há alguns dias, quando pessoas importantes do governo norte-americano deram a entender que o app “roubava dados” de seus usuários para mandar à China, os responsáveis pelo TikTok no Brasil disseram, em contato com o TMDQA!:

O TikTok é liderado por um CEO americano, com centenas de funcionários e líderes-chave em segurança, produtos e políticas públicas nos EUA. Não temos outra prioridade senão promover uma experiência de aplicativo segura e confiável para nossos usuários. Nunca fornecemos dados dos usuários ao governo chinês e nem o faríamos se solicitado.

 
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