Brandon Flowers
Fonte: Reprodução/Youtube
 

Os advogados da banda The Killers soltaram um comunicado afirmando que fizeram investigações internas e chegaram à conclusão de que não houve nenhuma evidência para corroborar as alegações feitas contra a banda.

Na semana passada, a engenheira de som Chez Cerrie, que trabalhou com o grupo em 2009, fez uma denúncia séria de estupro envolvendo a equipe que trabalhava com eles na época.

Segundo o documento divulgado pela imprensa internacional (via CoS), foram feitas entrevistas com gerentes de turnês e assistentes de produção atuais e do passado, assim como com pessoas que trabalharam no local onde o suposto crime teria ocorrido.

Na texto, eles afirmam que chegaram ao nome de um engenheiro de som “problemático”, com histórico de “má conduta” e “comentários sexistas e rudes” que “causaram grande angústia à parte feminina da equipe”, mas que ele foi demitido em 2013.

A carta diz, porém, que não há “nenhuma confirmação” em relação ao suposto incidente citado no tweet de Cerrie.

Eles explicam ainda que, diferente do que descrito pela engenheira de som em sua denúncia, os camarins não são e nunca foram rotulados em ordem alfabética e, na época, eram interconectados e sem portas, contendo o nome da banda em sua entrada.

A equipe de segurança do local, segundo eles, confirmou que nunca informou à equipe do Killers sobre uma garota nua e bêbada em um de seus camarins, como foi escrito no relato de Cerrie. Eles também salientaram que durante todo o evento, várias pessoas que passaram pelos bastidores para repor alimentos, bebidas e atender aos pedidos da banda, não presenciaram “qualquer coisa desse tipo”.

The Killers

As investigações, como consta no extenso documento, entre outras coisas, descobriu também que os membros da equipe do Killers em 2009 se recordam de ouvir e usar uma “linguagem vulgar, inclusive com piadas grosseiras” durante seu período de trabalho.

Segundo divulgado, esse comportamento, porém, pode ser atribuído a apenas uma pequena parte da equipe e não a toda a produção.

Os advogados acrescentam que hoje isso é extremamente raro de acontecer, afinal, com o tempo, eles ficaram atentos a esses episódios, e até criaram um documento que avisa aos funcionários que linguagem agressiva ou depreciativa durante o trabalho pode resultar em demissão.

Todos afirmam que não aconteceu nada como o alegado na turnê do Killers em 2009 ou em qualquer outro momento. Essa denúncia, em particular, foi profundamente perturbadora para todos da equipe, que declararam por unanimidade que não teriam ignorado nem esquecido um evento dessa natureza.

O documento afirma ainda que o grupo se compromete a tomar medidas para as turnês futuras, estabelecendo um contato próximo entre os contratados e o RH, para que qualquer desvio de conduta seja denunciado, inclusive com identidade preservada.

A engenheira de som Chez Cerrie já se pronunciou após a divulgação da carta dos advogados do Killers e escreveu em suas redes sociais que está grata pela forma como a banda investigou o caso e levou a sério sua denúncia.

Há algumas declarações generalizadas com as quais eu não concordo, mas como não estou interessada em nomear e acusar pessoas específicas publicamente, não há mais o discutir aqui.

Em um trecho, os responsáveis pela investigação chegam a dizer que a informação compartilhada por ela veio “de terceiros”:

Foi determinado que essa técnica de áudio temporária recebeu boa parte da informação que ela compartilhou de uma segunda ou terceira fonte. Ela confirmou que não testemunhou os supostos eventos por conta própria. Foi confirmado que ela não interagiu com qualquer membro da banda na turnê, e ela não se lembra de entrar em contato com a Gerência da Turnê ou a Produtora e Assistente da Banda. Ela não soube identificar quem era o time de Gerência da Turnê na época, mas pôde identificar seus superiores imediatos na Equipe de Produção e alguns dos seus colegas.

Denúncia

Em seu relato divulgado na semana passada nas redes sociais, Chez Cerrie fala sobre casos de machismo e um suposto estupro coletivo que aconteceu durante um show da banda.

De acordo com ela, diversos membros da equipe de turnê do Killers teriam se relacionado sexualmente com uma mulher que foi deixada “intoxicada e nua” em um camarim. Saiba mais detalhes aqui.

 
 
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