The Killers
Foto por Anton Corbijn

Os fãs do The Killers ficaram bem preocupados nesta quarta-feira (29) quando uma denúncia séria de estupro envolvendo o nome da banda chegou à internet.

A engenheira de som Chez Cerrie, que trabalhou com o grupo em uma turnê de 2009, resolveu republicar uma denúncia que fez em 2018, mas na qual não havia citado o nome da banda.

No longo texto, Chez fala sobre casos de machismo com ela durante seu trabalho — ela era a única mulher da equipe -, mas o que mais choca é um relato sobre um suposto estupro coletivo que aconteceu durante um show em Milwaukee, Wisconsin. De acordo com Cherrie, diversos membros da equipe de turnê do Killers teriam se relacionado sexualmente com uma mulher que foi deixada “intoxicada e nua” em um camarim.

Um trecho pesado da declaração pode ser lido abaixo:

O show estava bombando e estávamos no meio da carga, quando o engenheiro da [casa de luz] surgiu no rádio e disse: ‘Ei, pessoal, há uma garota pronta no camarim A. Coloque seu nome na lista do lado de fora da porta com seu canal de rádio e ligaremos para você quando for a sua vez’. […]

Me consolei ao achar que essa mulher, quem quer que fosse, era uma adulta concordando com aquilo. Ela sabia o que estava fazendo e não pude julgar os homens que participavam, muitos deles em ‘casamentos felizes’ e com filhos. Não era meu dever julgar.

[…] [Depois,] todo mundo começou a trocar histórias sobre essa mulher e suas experiências com ela. Eles conversaram sobre o seu nível de intoxicação, e não se preocupavam de ela estar obviamente desmaiada, ou perto disso.

[…] Quando o ônibus ia saindo, um segurança veio correndo até a porta. Ele parou o motorista e nosso técnico abriu a porta para ver o que ele queria. O segurança disse, e nunca esquecerei esse momento porque um pedaço de mim morreu naquela noite: ‘A garota do camarim A está desmaiada e nua. Alguém vai cuidar dela? Vocês têm um número de amigo ou alguém para quem podemos ligar?’

O técnico apenas negou com a cabeça enquanto os outros caras no ônibus riam. Ele fechou a porta enquanto o segurança olhava para baixo e o ônibus se afastou, e parte do meu coração apodreceu e caiu no chão.

Enquanto Chez não envolveu nenhum membro da banda neste episódio em particular, ela também conta no relato que eles pediam para que a equipe fizesse o trabalho de “cafetina”, para conseguir garotas para “chupá-los no camarim”.

Resposta do The Killers

Após a repercussão do relato, a banda se pronunciou sobre o caso. Leia:

Antes de qualquer coisa, qualquer alegação de comportamento inapropriado sobre qualquer pessoa da equipe de turnê do The Killers é levada extremamente a sério pela banda e sua gerência. A história dessa pessoa é assustadora e, embora o The Killers não tenha a mesma equipe de turnês em 2020 que tinha em 2009, [a banda] vai conduzir uma investigação completa sobre a equipe do passado e do presente. Seus advogados entrarão em contato com essa pessoa para obter mais informações e clareza sobre os supostos incidentes, conforme detalhado, bem como para o fornecedor que contratou a equipe para a turnê.

A banda está surpresa e chocada com essas alegações. O comportamento atribuído a eles e sua equipe é irreconhecível, e contraria diretamente os princípios com os quais eles se comportam em seu local de trabalho.

Em contato com a Pitchfork, Chez Cherrie revelou ter achado o comunicado “um bom sinal”, mas que o grupo ainda não entrou em contato. No Twitter, a engenheira de som apresentou provas de que realmente trabalhou com a banda.

Leia o relato completo e em inglês clicando aqui.

 
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