David Gilmour na América do Sul
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É possível dizer com uma boa tranquilidade que todo guitarrista, em algum momento, se impressionou com o timbre de David Gilmour em “Comfortably Numb”.

O hit do Pink Floyd tem uma das linhas de guitarra mais icônicas da história da música e muito disso vem das mãos e do cérebro de Gilmour, é claro, mas é inegável que existe o fator do equipamento usado pelo músico.

Pensando nisso — e sabendo que nem todo mundo tem acesso a tudo que David usou na gravação — a revista Guitar World resolveu oferecer uma solução para atingir o mesmo som com equipamentos “populares”.

A sugestão do veículo especializado é usar uma guitarra Fender Player Stratocaster com um captador de ponte Seymour Duncan SSL-5, passando por um amplificador Fender Pro Junior IV. E não dá para esquecer dos pedais: um Electro-Harmonix Ram’s Head Big Muff Pi para a distorção e o grande segredo, um Boss CE-2W.

Este último deve estar no modo Standard, com o Rate configurado em slow/devagar e o Depth em 50%, para emular a modulação que Gilmour conseguia a partir de um falante Yamaha.

Equipamentos de David Gilmour

Se você está realmente muito empenhado em conseguir o mesmo timbre do cara, a revista especializada indica todos os equipamentos que ele usou na gravação e você pode tentar caçar tudo por aí — mas prepare-se para abrir os cofres.

A guitarra que ele usou foi uma Fender Stratocaster de 1969 com corpo de amieiro e um braço feito a partir de bordo do final dos anos 70, com um captador DiMarzio FS-1 single coil na ponte e dois captadores Fender Stratocaster 1971 single coil para o meio e braço, além de um dispositivo customizado de troca dos captadores (ponte e braço para o primeiro solo e apenas ponte para o segundo e para a outro). O volume e os tons ficam no 10.

O amplificador utilizado por Gilmour era um Hiwatt DR103 de 100 watts de 1973-74 customizado, com o cabeçote modificado para ter um input de canais conectado com uma caixa WEM Super Starfinder 200 4×12 com falantes Fane Crescendo 12A. As configurações: Normal Volume no 7, Brilliant Volume no 4,5, Bass no 6, Treble no 5, Middle no 4, Presence no 6 e Master Volume no 5.

Tudo isso passa por um preamp Alembic F-2B com o Input 1 configurado com o Bright ligado, Volume no 3, Bass no 4, Middle no 4 e Treble no 5, e ainda somando-se ao falante Yamaha RA-200 que dá o efeito simulado pelo pedal Boss.

Ele de fato usava um pedal Electro-Harmonix Big Muff Pi de 1974, com o Volume no 4, Tone no 6 e Sustain no 6, e ainda somava a isso um MXR Dyna Comp com Output no 7 e Sensitivity no 4.

As cordas eram Gibson Sonomatic .010, .012, .016, .025, .034 e .044/Standard, tocadas por uma palheta Herco Flex 75 Heavy Nylon.

Ufa! Vai ser difícil repetir tudo isso, mas fica a nossa dica: use as configurações citadas acima para brincar com seus próprios equipamentos e tentar atingir um timbre parecido mas com a sua cara! Que tal?