Facebook
Foto via Shutterstock
 

O Facebook cedeu à pressão da Al Jazeera, organização de notícias financiada pelo governo do Catar, e retirou do ar algumas páginas de supremacismo branco e de discursos de ódio.

A empresa de comunicação levou até à companhia de Mark Zuckerberg um relatório contendo pelo menos 120 páginas pertencentes à grupos com visões supremacistas e racistas, feito a partir das investigações de seus repórteres.

Depois disso, na semana passada, a Al Jazeera publicou que quatro dessas páginas foram apagadas da rede social. As outras, no entanto, continuam no ar mesmo violando as políticas do Facebook sobre discurso de ódio.

No mês passado, um grupo de 500 empresas, incluindo as gigantes Coca-Cola e Starbucks, decidiram parar de anunciar no Facebook, cobrando medidas e moderação da empresa na questão do compartilhamento de mensagens com discursos de ódio.

Bandas neonazistas

Entre as 120 páginas incluídas no relatório feito pela Al Jazeera, algumas são de bandas de heavy metal e gravadoras com ligações diretas à supremacia branca. Somando os números, seus seguidores chegam a 800 mil pessoas.

Existem páginas no relatório que já estão no ar há pelo menos dez anos e são de origem de países como Ucrânia, Finlândia, França, México, Estados Unidos e outros.

Com identidade visual com referências ao neonazismo e também com composições que falam sobre o assunto, essas bandas normalmente utilizam o Facebook para divulgar seus shows, produtos oficiais e novos lançamentos.

Uma delas já chegou a estampar a capa de seu disco com seu vocalista vestindo um capuz da Ku Klux Klan enquanto segura um laço ao redor de outro homem usando blackface. Outra usou uma foto do portão de entrada do campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau também na capa de seu álbum. E uma terceira tem um de seus integrantes com uma suástica tatuada na pele.

O TMDQA! não vai divulgar os nomes das bandas e nem das páginas, por não concordar com esse tipo de discurso.

O Facebook e os supremacistas brancos

A empresa de Mark Zuckerberg divulgou um comunicado dizendo que “infelizmente tolerância zero não significa zero incidentes”. Eles também prometeram melhorar suas tecnologias para identificar e remover conteúdos com estes de sua plataforma.

 
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