MURAIS e o clipe de Cacatua
   

Hélio Morais é um nome conhecido da música portuguesa, já que trabalha com as bandas PAUS e Linda Martini, dois fortes nomes do rock alternativo de lá onde toca bateria.

Agora, ele embarca em uma nova jornada através do projeto MURAIS e aqui pisa no freio, indo das performances explosivas das apresentações “oficiais” para uma vibe diferente que mistura diversos elementos sonoros.

Um bom exemplo disso é a nova canção do músico, “Catatua”, que acaba de ganhar um belíssimo clipe oficial com estreia exclusiva aqui no Tenho Mais Discos Que Amigos!

MURAIS – “Catatua”

O clipe mostra o artista português ao piano enquanto se destaca a performance de Pat R, portuguesa que é escritora, romancista, cronista e amiga de Hélio.

Além disso, outro ponto alto do clipe é a atuação do cantor, bailarino e intérprete angolano JUDAS, tudo isso abrilhantando mais um single do seu disco de estreia que será lançado em Setembro.

O álbum foi produzido por Benke Ferraz, do Boogarins, e ao redor do mundo será lançado pelo selo do Primavera Sound, festival que acontece em Barcelona.

Ao falar sobre a ideia por trás da canção e do clipe, Hélio disse:

Levantar dúvida nxs outrxs, questionar-se a si mesmo, tirar-se da sua zona de conforto. Um novo instrumento, um novo lugar – o da escrita de canções -, representam exactamente a oportunidade para me colocar nesse desafio de me mostrar de uma forma livre, desconstruída, insegura. E é assim que, nesse vídeo, o podemos ver sentado ao piano, qual cantor romântico, a interpretar um sem número de clichês. A letra remonta para uma certa ironia sobre a forma como a sociedade se une para ‘cantar verdades’, para cada um cantar a sua verdade. A forma como cada pessoa cria a sua narrativa, na esperança de convencer o maior número de pessoas de que essa é a verdadeira. E essa é, talvez, uma das grandes ingenuidades dos nossos dias. A de que existe uma verdade. A verdade está no coração de cada um e cabe a todxs xs outrxs aceitarem que pode ser diferente da sua. Resta-nos aceitar isso mesmo e empatizar, tentar entender. E a minha verdade é que não sinto somente uma coisa. Posso ser o artista sério, activista e politizado, como posso ser o artista que usa humor para lidar com as minhas próprias fragilidades.

Sobre o trabalho com Benke, ele comentou:

Às vezes é mais fácil partilhar intimidade com estranhos. E estas canções sempre foram muito íntimas para mim, no sentido em que me vejo colocado num lugar desconfortável, mas onde quero estar. Foi assim que, quando estive com os PAUS no Brasil, em Maio de 2019, decidi mostrar as canções ao Benke, que, não sendo um estranho, tinha o distanciamento que achava necessário para ouvir o que tinha gravado. E foi assim que esta aventura começou a tornar-se real.

Você pode assistir ao clipe logo abaixo.

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