Em 2004, Lenine lançou um CD e DVD premiadíssimo.

InCité, que reúne clássicos da carreira do pernambucano em um formato ao vivo incrível venceu 2 prêmios Grammy Latino e se tornou um dos favoritos dos fãs. O disco agora é reinventado em uma edição remixada e remasterizada com faixas inéditas nos serviços de streaming pelo produtor Bruno Giorgi, além dos vídeos remasterizados em HD e um making of que você confere em primeira mão aqui no TMDQA.

“Quando a gente vai refazer um disco que tem um peso na carreira de um artista é algo bem difícil pois tanto o artista quanto o público tem a referência do original. Você tem que ter o cuidado para não descaracterizar algo que faz parte de uma história, da vida de várias pessoas. O objetivo principal foi repensar a master para streaming já que ela, na época, foi realizada pensada no CD e no DVD. Foi um processo de edição de memória para atualização pro agora mas sem esquecer do histórico,” conta Giorgi.

O trabalho de Bruno, indicado ao Grammy Latino por Chão, e que ganhou o prêmio em Em Trânsito, foi bem delicado. O disco foi o último trabalho do saudoso Tom Capone.

“Na época trabalhava como uma espécie de aprendiz, com o Tom e o Alvaro Alencar. Eu ouvi muito o disco e lembro muito das sessões. É algo sentimental pra mim. Tentei manter tudo que já tinha no trabalho original”, complementa.

O trabalho é fruto de uma relação bem-sucedida entre Lenine e a França. Gravado em dois shows em Paris, o disco surgiu a partir de um convite para Lenine participar do projeto Carte Blanche, um dos projetos de música popular mais importantes na Europa, realizado anualmente na sala de concertos Cité de la Musique, segundo o qual a casa de espetáculos dá carta branca a artistas internacionais para criarem espetáculos exclusivos. O projeto rendeu a gravação de um CD ao vivo, com músicas inéditas – como “Todas Elas Juntas Num Só Ser”, “Sentimental”, “Do It” e clássicos como “Jack Soul Brasileiro” e “Paciência”.

Para acompanhá-lo nos shows, Lenine convidou Yusa, compositora, cantora, baixista e pianista cubana, que conheceu num festival internacional de cinema em Cuba, e o músico argentino Ramiro Musotto, que vivia no Brasil há anos e bebia, como poucos estrangeiros, nos ritmos brasileiros. O trio “cubamericano” se encontrou no Brasil e por aqui ensaiou durante duas semanas. O resultado visto hoje traz uma sonoridade e poética muito atuais.

“Quando preparamos o disco, assim como fazemos para montar um novo show, revisitamos o repertório e é sempre uma surpresa. Músicas como “Ninguém faz Ideia” ou “Vivo” parece que foram feitas ontem”, comenta Bruno Giorgi.

Confira abaixo o disco e os discos.

 
 
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