Roger Waters cantando Victor Jara
Reprodução/Facebook
 

Há longas décadas uma treta se arrasta entre os integrantes do Pink Floyd, principalmente Roger Waters e David Gilmour.

Muito disso se deve a uma briga ferrenha nos Anos 80 após as duas partes se desentenderem, com Waters indo à justiça para tentar evitar que o grupo continuasse usando o nome original, já que entendia que havia sido “chutado” do grupo através de ameaças de processos.

Acontece que em uma entrevista recente do cara para a TV Globo, Roger disse que não foi bem assim, e que “jamais” teria ido à justiça contra a banda.

O papo aconteceu para divulgar o novo vídeo Us + Them, que documenta a lendária turnê do músico britânico, e é óbvio que uma pergunta foi feita sobre a possibilidade de reunião, já que Gilmour e Nick Mason ainda estão vivos.

Reunião do Pink Floyd

Ao respondê-la, ele disse:

Não há como colocar esses dois no mesmo cesto. Pelo menos para mim. O Nick Mason é meu amigo.

Existe essa coisa também de que eu fui brigar na justiça contra eles, mas eu nunca cheguei perto de um tribunal. Só fui me aconselhar legalmente pra saber se eu poderia aposentar o nome da banda e me disseram categoricamente: ‘não’.

Aí eu disse, ‘não quero o nome, eu não sou o Pink Floyd.’

Racismo no Brasil

O ícone do Rock And Roll também falou sobre racismo e o caso George Floyd.

“O racismo é endêmico. É muito destrutivo e nojento,” disse Roger Waters antes de confessar que via o Brasil como a “Meca da igualdade racial”, mas mudou de opinião quando começou a viajar pra cá:

Quando eu cheguei no Brasil percebi como o país era racista. Eu mal pude acreditar e fiquei profundamente deprimido e decepcionado.

Você pode assistir à entrevista de Roger Waters para o Jornal da Globo no vídeo abaixo.

LEIA TAMBÉM: em Us + Them, Roger Waters renova o seu legado e o do Pink Floyd com maestria