Chino Moreno (Deftones) e Mike Shinoda (Linkin Park)
Fotos via Wikimedia Commons
 

Nos próximos dias — mais especificamente no dia 20 de Junho — o incrível disco White Pony, do Deftones, completa 20 anos de existência.

A banda já anunciou alguns planos para a comemoração, incluindo um relançamento do trabalho que virá acompanhado de um álbum de remixes chamado Black Stallion e uma festa virtual para celebrar o aniversário com os fãs.

Em um novo especial da Spin (via The PRP), no entanto, diversas personalidades foram contactadas para falar sobre a importância do disco em suas vidas. Os nomes incluem o ator e diretor Colin Hanks (Dexter), o lutador Fandango, da WWE, e músicos como Brann Dailor (Mastodon) e Sam Carter (Architects).

O depoimento mais marcante acabou sendo o de Mike Shinoda, do Linkin Park, que dedicou a existência de uma música da sua banda ao Deftones:

Eu ouvi o primeiro álbum, ‘Adrenaline’, de um amigo quando eu estava no ensino médio; ele comprou o CD. Eu gostei daquele álbum, mas eu gostei mais ainda do ‘Around the Fur’. eu acho que todo mundo que estava acompanhando o que a banda estava fazendo estava realmente empolgado para ver o que viria a seguir. O Deftones tem um som e estética tão únicos, e o ‘White Pony’ foi o álbum que deu um passo tão grande em termos de comunicar quem a banda era.

O senso melódico misterioso e não-convencional do Chino, as proezas técnicas da banda, e a engenharia e produção pareceram muito inovadoras e frescas quando se juntaram. Ninguém estava fazendo qualquer coisa que soasse como aquilo, e quando as pessoas fizeram, você poderia dizer que elas eram inspiradas pelo Deftones.

Nós não teríamos escrito uma música como ‘A Place for My Head’ se não fosse por eles. Havia um balanço em suas músicas que me lembrava das minhas músicas preferidas de Hip Hop. E ainda que as guitarras fossem super pesadas, elas toda hora pareciam suaves como um teclado, como se a distorção tivesse as deixado tão planas que fossem apenas um amontoado de acordes.

‘White Pony’ era um dos poucos álbuns que eu curtia onde eu mal sabia qualquer uma das letras. Elas pareciam como estimações de letras, pra mim — realmente abstratas e intuitivas. Eu provavelmente ainda acho que algumas das letras dizem coisas que elas não dizem. Mas não é essa a beleza da música? A experiência de um ouvinte com ela pode ser uma parte tão integral da música, que toma conta da intenção ou significado real da música.

Você pode ler as declarações dos outros convidados (em inglês) por aqui.